JULGAMENTO HISTÓRICO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM 01.12.2011

CLIQUE NOS LINKS PARA ASSISTIR O JULGAMENTO HISTÓRICO DE 01.12.2011

ESTAMOS DISPONIBILIZANDO OS LINKS DO YOU TUBE ENVIADOS PELO PROF. MANOEL AZEVEDO. É SÓ CLICAR E VERÁ OS VÁRIOS MOMENTOS DAQUELE HISTÓRICO JULGAMENTO.

Abaixo, respectivamente, estão os endereços no youtube das partes 1 de 5, 2 de 5, 3 de 5, 4 de 5 e 5 de 5 do vídeo do julgamento histórico no STF.

http://www.youtube.com/watch?v=w4DHkYcKpoo
http://www.youtube.com/watch?v=rRE6L0fu4Ks
http://www.youtube.com/watch?v=gQzH1FNS5Sg
http://www.youtube.com/watch?v=8FqTJqKrjww
http://www.youtube.com/watch?v=z1UKoALstcI

sábado, 17 de novembro de 2007

O GOVERNADOR CID GOMES E O PISO SALARIAL


EDIÇÃO NOTURNA de hoje, sábado , dia 17 de novembro de 2007

O que disse o sr. Governador:
Registramos aqui, de maneira parcimoniosa, deixando fora os adjetivos e os arroubos de sua excelência, fragmentos da fala do sr. Governador Cid Gomes durante audiência com um grupo de professores e estudantes da UECE na terça-feira passada no Palácio Iracema
.
Indagado sobre o PISO SALARIAL assim se manifestou sua excelência:
1.“O piso salarial é inconstitucional”
2. “Vou fazer tudo para não pagar o piso salarial”.
3. “O piso salarial está atrapalhando a implantação do PCCV"
4. “Tentei negociar(?) a questão do piso salarial e os professores não quiseram


Agora vão os nossos comentários:

1. Na primeira vez que sua excelência se referiu ao piso salarial, em entrevista ao repórter Egídio Serpa há alguns meses, falou que o piso era inconstitucional. Daquela data até hoje, seus assessores nada fizeram para informá-lo melhor e retocar seu repetitivo e equivocado discurso.
2. É claro que ele vai fazer tudo para não pagar o piso e até assume publicamente sua intenção de calote. Mas, precisa saber que decisões do Supremo Tribunal Federal, transitadas em julgado, não se discutem. Devem ser cumpridas. E vão ser cumpridas mesmo, independente da vontade imperial do governador. A não ser que a Constituição Federal seja rasgada e/ou haja um retorno ao estado de exceção.
3. De que modo o piso salarial que ele jura não reimplantar está atrapalhando a implantação do PCCV? Não estaria sua excelência se contradizendo com esta afirmação?
Se ele diz ignorar o Piso Salarial porque é algo que ele julga, por interpretação subjetiva, “inconstitucional”, como poderia - o Piso Salarial - atrapalhar a implantação do PCCV?
Lembramos, por oportuno, ao sr. Governador que a questão Piso Salarial precede em muitos anos a discussão do PCCV. É uma herança de seu preceptor e tutor que, através de rapinagem e truculência, nos surrupiou um direito legítimo assegurado em lei e decreto da lavra do governador Gonzaga Mota.
4. Quanto á tentativa de acordo, não cremos que o sr. governador esteja falando sério. Seria muita ingenuidade, para um ocupante de um cargo tão importante, acreditar que professores calejados e sofridos como nós, alguns já na oitava casa da vida, pudessem capitular depois de uma vitória maiúscula no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL...
Fomos convidados há algum tempo para conversar com o Sr. Procurador Geral do Estado, Dr. Fernando Oliveira. Procuramos na ocasião o prof. Boaventura para que o mesmo, na condição de presidente do SINDESP, fosse ao encontro do procurador. O prof. Boaventura não achou conveniente o tal encontro. Discutimos com alguns companheiros que conosco se reúnem desde o mês de abril no SINDESP, todas as sextas feiras. Uma comissão formada por nós, o prof. William Guimarães do CH que é advogado e militou muitos anos na Justiça do Trabalho, o prof Fernandes do CCS que também é advogado e a profa. Sandra Melo, do CESA, assistente social, esteve na PGE no dia 20 de setembro
.

O que pretendíamos nós?

Saber de que modo estava sendo tratada pela governo a questão piso salarial.
O que pretendia o governo através da PGE?

Fazer uma proposta para que a referência ao piso salarial fosse feita até 1990 (data da mudança de regime de CLT para estatutário) e a partir daí fossem atribuídos apenas os aumentos concedidos pelo governo do estado.
Foram mostradas algumas simulações. De um modo geral poucos atingiriam o teto. Mas, o mais grave era perder a referência.
Fomos tratados com cordialidade, mas contra-argumentamos que não tínhamos competência para representar a categoria e, ainda que tivéssemos, não era possível aceitar a proposta.
Dias depois fomos convidados a retornar. Não tínhamos mais nada a conversar. Com efeito não voltamos à PGE, até porque as hostilidades contra nós não cessaram, inviabilizando qualquer perspectiva de diálogo.
Apresentamos essa informação na reunião do dia 21 de setembro. Em nenhum momento propusemos sua discussão. O PISO SALARIAL É INEGOCIÁVEL.

Prestamos esses esclarecimentos deixando claro para todos os colegas da UECE, da UVA e da URCA as falácias de sua excelência que sabe que perdeu a questão e quer usar a truculência para obstruir o caminho da justiça.
Nós não vamos desistir. Nada nos deterá. Não haverá negociação quanto ao PISO SALARIAL.
O clássico da literatura universal
O Velho e o Mar do imortal Ernest Hemingway nos ensina a ter paciência, persistência e obstinação como aquele velho pescador, na absoluta convicção da vitória final e definitiva.
Nota:
Agradecemos as inúmeras e generosas mensagens de apoio que nos têm sido enviadas pelo querido prof. Carlos Dália, ex-diretor do CH, Francisco Tavares Barbosa do CESA, Monica Lenz Cesar do CCT, Paulo de Souza da URCA, Cristiane Marinho do CH, uma amiga muito querida e, de modo especial, à profa. Valdeneide de Carvalho Nilo Bitu da URCA pelo força de suas palavras.
1. Informamos ainda que estamos processando os e-mails, mas as novidades estão todas no blog. Temos algumas decisões importantes a tomar ao longo da semana. Oportunamente informaremos.
2.Pedimos ao colega Amaury Jucá para entrar em contato pelo nosso e-mail porque através do blog não há como recuperar seu e-mail ( o endereço) para o cadastro.
3. Por motivos particulares, amanhã, domingo estaremos afastado da internet e com os telefones desligados. Pedimos a compreensão de todos. Estamos necessitando reorganizar nossa vida e descansar um pouco.
Retornaremos na segunda feira.

COM GENTE É DIFERENTE...


2a. EDIÇÃO DE HOJE, sábado, dia 17 de novembro de 2007

Caríssimos companheiros e companheiras:
Vamos iniciar com uma frase antológica do Padre Antonio Veira, o nosso padre Vieira, defensor dos oprimidos e autor do livro o Jumento Nosso Irmão. Dizia o padre Vieira:
“o boi se deixa matar porque desconhece a força que tem”.
Nunca uma expressão foi tão oportuna e estimuladora.
Há vinte anos a nossa categoria está sendo humilhada pela prepotência de sucessivos governos estaduais que descumprem uma lei e um decreto do Governador Gonzaga Mota datados de dezembro de 1986.
Agora há uma decisão transparente e definitiva do Supremo Tribunal Federal, transitada em julgado em fevereiro de 2007.
De fevereiro até hoje tem o Governo do estado usado de manobras e artimanhas para procrastinar o cumprimento da decisão da Corte Suprema de Justiça do País.
No mês de setembro a Mma. Juíza da Quarta Vara da Justiça do Trabalho determinou a reimplantação imediata do PISO SALARIAL. Na ocasião a titular da SEPLAG, dra. Silvana Parente, velha conhecida dos companheiros do BNB onde deixou um rastro de perseguição, solicitou um prazo até o dia 15 de outubro para a reimplantação do PISO.
A Mma. juíza da 4ª. Vara concedeu o referido prazo. Agindo de má-fé, a sra. Secretária da SEPLAG, procurou ganhar tempo para descumprir a determinação judicial. De fato, a implantação não se efetivou. Dias depois foi concedida uma medida liminar, sem denominação específica no glossário jurídico, que sustou a execução da ação pela quarta vara da justiça do trabalho.
Durante mais de dois dias, sem nenhuma garantia judicial, sem liminar ou coisa que o valha, o governo do estado desacatou a determinação de execução do PISO SALARIAL.
Este é o ponto. Não estamos aqui fazendo qualquer consideração sobre a supensão da execução determinada pelo Mmo. Juiz da segunda instância. Diferentemente do Governo do Estado que ignora decisões judiciais, nós sempre as acatamos e respeitamos a justiça mesmo porque acreditamos no seu discernimento, na sua independência e nos seus pressupostos de defesa dos legítimos interesses dos que são afrontados pela truculência. E até porque temos a nosso favor uma decisão definitiva do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Usa o governo o “jus sperniandi” quando recorre a justiça.Até aí é "normal".
Mas, não é esse o ponto. O ponto é a afronta e o desacato promovido pelo governo e seus prepostos nos dia 15 de outubro e dias subseqüentes.
Quem tiver dúvidas é só verificar as datas dos documentos oficiais que estão disponíveis nos sites da quarta vara e também do TRT.
E a nossa indignação se prende a essa afronta.
Estamos na semana da Proclamação da República. Não nos queremos remontar à origem da Proclamação da República nesse país que não passou de uma encenação grotesca.
Referimo-nos à instituição da república, nos seus primórdios.Na suas raizes. Na etimologia do termo. A res publica. A coisa pública.

Neste país surreal, a coisa pública é tratada como propriedade particular. Governantes que seriam meros administradores dos recursos públicos, se transformam em donos e impõem suas vontades imperiais. No pais que cobra altíssimos impostos, o povo contribui de maneira substancial para merecer uma melhor qualidade de vida, garantias na segurança pública, saúde e educação na medida justa de sua contribuição. Governantes, administradores da coisa pública dispõem do orçamento como se administrassem a própria casa e como se as suas prioridades fossem as prioridades do povo.

Em algum lugar da carta magna consta que os poderes nessa república são independentes. Mas, aqui no Ceará o executivo estadual se sobrepõe a mais alta corte de justiça do país, afronta o Supremo Tribunal Federal, rasga a Constituição e, na sua prepotência, imaturidade e miopia política, acredita na impunidade.
Voltamos à frase inicial do Padre Vieira, lembrando que não somos bois, e como formadores de opinião, vamos reagir e não nos deixaremos arrastar para o matadouro.
Repetindo Geraldo Vandré em Disparada:

“Porque gado a gente marca.

Tange, ferra, engorda e mata

Mas com gente é diferente...”

É hora de por a boca no trombone. Agora é tudo ou tudo.

Reproduzimos aqui comentários postados no site do jornal O POVO de hoje, cujo link se encontra na postagemn anterior.

Parabéns professor, o sr. começa a erupção de um vulcão adormecido.Desde o seu último artigo guardei esse comentário para o público."ANALOGIA DE VINTE ANOS" Conforme nos rememorou o prof. Mourão no artigo: "Enfim, a justiça" Antonio Mourão Cavalcante em OPOVO - 27/10/2007. A atitude do então chefe do Executivo, originador da Ação Trabalhista, chamada de Piso Salarial, é análoga à atual gestão composta de comparsas em todos poderes estaduais ou federais. Comparsas enrustidos que procuram empurrar com suas grandes barrigas burocráticas, judiciais ou extra-judiciosas a gestão e o planejamento dos SERVIDORES PÚBLICOS do Estado. Gestores e advisers de protuberantes intestinos proteladores, cheios de artimanhas, enterram nos campos da política os dejetos daquilo que mais poderiam se envergonhar. Política ao invés de ser a arena de determinação de prioridades sociais, continua sendo, como já há vinte anos, palco da troca enrustida de favores entre poderes caiados. Cuidemos para não nos infectarmos, professores da UECE. Alberto Dias Gadanha (Filosofia)
Alberto Dias Gadanha

Prof. Mourão, parabéns pela clareza e objetividade do seu artigo.É preciso mostrar como o governo do Estado lida com as questões essenciais que favorecem antes de mais nada a sociedade, pois a universidade é PÚBLICA.Será que é por isso que está sendo tratada com este descaso todo? E decisões do STF são para serem cumpridas ou o Estado de Direito foi suprimido?
Ana Maria Cordeiro Teixeira

Continuem comentando o artigo do prof. Mourão. Vamos à luta!!! Precisamos de todos.

Veja como proceder na postagem anterior.

Ainda hoje:

As declarações do sr. Governador Cid Gomes em relação ao PISO SALARIAL. Fique ligado no blog. Estamos no ar 24 horas.
Nota: informamos aos companheiros da URCA e da UVA que recebemos seus e-mails. Agradecemos suas mensagens generosas e confortadoras. Estamos cadastrando seus e-mails para as notícias que não podem ser divulgadas no blog.
Um grande abraço

FALA, PROF. MOURÃO


EDIÇÃO DE HOJE, sábado, dia 17 de novembro de 2007
Caríssimos amigos, caríssimas amigas
De pronto vamos reproduzir no blog o extraordinário artigo do nosso colega prof. Mourão publicado na edição de hoje do jornal O POVO.

ARTIGO
Universidade em greve
Antonio Mourão Cavalcante
17/11/2007 00:49
Observem que injustiça estão cometendo os nossos professores universitários. Ganharam um aumento recente de cem por cento e querem mais... Ganharam uma solene proposta de implantação de um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCS), e, ainda choram... Trabalham quando querem, pois vivem de greves e ainda teimam em continuar o movimento! Como acreditar que estes docentes queiram contribuir com a formação da nossa juventude? Devem ser todos seguidores de uma seita ideológica estreita e sem futuro...

Em Nota Oficial o Governo do Estado insiste que está aberto ao diálogo. Sempre pronto a receber os mestres... Que turminha mais infame essa! Só querem baderna.

Na referida nota que a imprensa publicou nessa sexta-feira (16.11.07) essa é a conclusão mais exata a tirar... Ou, pelo menos, essa é a visão do Governo do Estado. Essa mensagem governamental traduz uma atitude pueril, ingênua e perversa. Senão, vejamos.

O Governo só recebeu os professores, na 4ª feira, porque em passeata eles bloquearam - com a ajuda dos estudantes - uma das vias principais da cidade. A Washington Soares, por mais de três horas. Não foi de bom grado. Foi forçado. Por outro lado, o tal aumento de 100% é a correr de vista, isto é, até 2010... Quem vai acreditar nisso? Os assessores diretos do Governador, quando vieram conversar com os professores, nunca trouxeram qualquer indicação mais clara de negociação. Estavam enfadados e apenas cumpriam um ritual de esvaziamento. "Não sou eu, é com sicrano. Não é comigo, mas com beltrano." Interlocutores sem poder de resolução. E, a partir de um certo momento, simplesmente disseram: "Não há mais o que negociar!"

Não são as greves que tem prejudicado os 20 mil alunos das universidades cearenses. Mas, o pouco caso - abandono - a que têm sido relegadas pelos sucessivos governos estaduais.

Agora que o movimento recrudesceu. Que os professores, ainda mais revoltados, indignados, saem às ruas, vem o Governo com um apelo pífio e sem qualquer perspectiva de desdobramento. Algo assim: voltem logo ao trabalho e deixem de conversa!

Chegamos ao ponto de saturação máxima. Agora é tudo ou nada. Idem em relação ao Piso Salarial, fato transitado em julgado, no Supremo Tribunal Federal, e que o Governo Estadual teima em não cumprir.

Avante professores. Agora é uma questão de dignidade. Chega de embustes... Antonio Mourão Cavalcante - Médico e antropólogo. Professor universitário. a_mourao@hotmail.com

Leiam o nosso comentário no site do jornal O POVO

Em relação ao PISO SALARIAL, que é uma ação transitada em julgado em fevereiro de 2007, após 20 anos de tramitação, o Governo do Estado descumpriu determinação da Juíza da quarta vara para reimplantá-lo no dia 15 de outubro. A Secretária da SEPLAG pediu o prazo acima mencionado e não cumpriu, desacatando uma decisão judicial do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A pergunta é: podem o Governo do Estado e/ou seus prepostos afrontar a mais alta Corte de Justiça do País?
Gilberto Telmo Sidney Marques

Companheiros: aproveitem o espaço do site do jornal O POVO e façam seus comentários. Vamos usar esse canal para denunciar a truculência do governo do estado.
Companheiro e companheira da ação PISO SALARIAL:
Utilize o link
:
http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/745530.html
Cadastre-se no site de O POVO. Vamos apoiar nosso colega Mourão e desmontar o embuste do Governo do Estado.Escreva seu comentário sobre a questão PISO SALARIAL. É hora de por a boca no trombone. A hora é essa!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

DECISÕES DA REUNIÃO DE HOJE


EDIÇÃO DE HOJE, sexta feira, dia 16 de novembro de 2007

Queridos amigos, queridas amigas

Apesar do feriadão, a reunião de hoje contou com a presença significativa de muitos companheiros e companheiras de luta.
Algumas decisões foram tomadas que serão levadas ao conhecimento de todos oportunamente. Foi reestruturado um grupo de trabalho que se reunirá na segunda feira pela manhã na sede do SINDESP. Esse grupo terá como tarefa fazer um levantamento completo da situação do processo e encaminhar algumas iniciativas.
O ânimo dos presentes era ótimo comprovando a disposição de luta. Não faltaram as tiradas inteligentes do companheiro Jacinto. Algumas ausências foram sentidas como a do prof. William e da dupla Rangel-Jurandir. Se alguém souber notícias dos dois últimos, por favor nos repasse.
"O importante é que a nossa emoção sobreviva", como diz Paulo César Pinheiro na canção popular. Nada nos deterá.
Como diz o Jacinto, "à moda dos ruminantes, o governo vai ter que engolir o PISO, regurgitar a princípio e depois deglutí-lo de vez e definitivamente".
Com persistência e determinação, utilizando novas e eficazes formas de luta e "pondo a boca no trombone" nós cobraremos o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal. Até lá não nos permitiremos recuar nem arrefecer o ânimo.
Vamos a luta! Nada nos deterá.
Informamos aos colegas que quiserem cadastrar o e-mail que utilizem o e-mail gtelmo@uol.com.br.
Houve falha de comunicação das últimas notícias anunciadas no blog, mas estamos tentando corrigí-la.
Bom final de semana.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

QUEM SOMOS NÓS?


EDIÇÃO DE HOJE, quinta feira, dia 15 de novembro de 2007

Queridos amigos, queridas amigas:

Lembramos a todos que amanhã é dia de reunião no SINDESP às 9:00 horas. Até lá.

O texto abaixo nos deve conduzir à reflexão nesta data que lembra a proclamação da República (res publica)e, para nós, lembra também o descumprimento de uma determinação da justiça ocorrida há exatamente um mês por serviçais do governo do estado. Leiamos com atenção:


Bem cedo, como se-me tornou hábito, leio o “Blog” do prof. Telmo, criado com a finalidade precípua da publicação de cada passo dado, desde agosto desse ano, no gládio legal entre nós- os professores da Universidade Estadual do Ceará, e o Governo do Estado do Ceará, sobre o “piso salarial”.

Quem somos nós, os professores, que há vinte anos lutamos esperançosos de que a justiça seja legalmente cumprida? Somos antes de tudo homens! Diariamente acordamos (sim!, porque muitos de nós, os professores, pereceram nesses vinte anos!) e dedicamos todas as preciosas horas da nossa existência a que permaneça aceso o fogo sagrado da humanidade, o sagrado fogo da sabedoria. A dizer, com Hegel: dedicamos toda a nossa juventude às nossas ciências. Dedicamos as nossas vidas, o nosso amoroso empenho, o nosso esforço inteligente, as nossas horas sem limites entre o dia e a madrugada, os dias úteis e os finais de semana, a que essa querida Universidade Pública se mantivesse erguida, pelo nosso esforço comum. Os milhares de alunos da Universidade Estadual do Ceará, que semestre após semestre, aprendem conosco, tal nós aprendemos com os nossos mestres, o legado cultural da Filosofia, das Ciências, das Artes e das Letras, a que instaurem mais justas e mais dignas formas de viver, do que as que vivemos hoje.
Não fossem bastantes mais de vinte anos de peleja a que um direito nosso fosse reconhecido pela justiça, como justo; não fosse bastante o Supremo Tribunal Federal, ter-nos dado ganho de causa; não fosse bastante a Quarta Vara da Justiça Regional do Trabalho ter ordenado a reimplantação do piso, ainda não houve, por parte do Governo do Estado do Ceará, o cumprimento efetivo da execução da ordem. Ora, quem de nós não conhece o dito “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”? Sobre nós, abatem-se inúmeras formas da lei, como se “inimigos” o fôssemos, dos que assumiram os dignos papéis de guardiões das instituições do Estado do Ceará. Entre a Justiça e a Lei, há aproximações e distanciamentos. A lei deveria ter o fim de realizar a justiça. Caso contrário, as leis se tornariam inócuas, uma vez que passam a ganhar existência própria com permissão a que se autonomizem e favoreçam as hermenêuticas contingenciais, com fins igualmente circunstanciais. Estamos vivendo exatamente esse momento, ou pelo menos assim o percebo eu: com a finalidade de que a justiça- que nos deu ganho de causa, não seja prontamente cumprida, porque há-de sê-lo, inexoravelmente, estamos às mercês, de medidas que, sem dúvida, são legalmente cabíveis, mas igualmente sem dúvida, cada vez mais se distanciam do cumprimento da Justiça. Afinal, o que estamos a esperar, nós , os professores? O mínimo, o cumprimento da justiça. Isso é pedagógico às partes em pugna: nós e o Governo do Estado, aprendemos igualmente, embora as lições não sejam as mesmas: nós aprendemos que não somos escravos do Governo, somos homens livres e concursados publicamente , para o exercício das nossas profissões e que o Governo do Estado não é um medieval senhor feudal, tampouco uma majestade absolutista. Igualmente estamos submetidos à Lei: nós estamos e o Governo também o está. Não estamos sob o “o Estado sou eu”, estamos sob a égide da República! Aliás, não é esta, a forma moderna de governar, a ser comemorada amanhã
Sylvia Leão
Dpto.de Filosofia , UECE.
É isso profa. Sylvia Leão, vamos por a boca no trombone.Não vamos permitir que um déspota e seus lacaios possam pretender retirar de nós direitos legítimos assegurados pelo Supremo Tribunal Federal

terça-feira, 13 de novembro de 2007

CONFIRMADA A REUNIÃO DE SEXTA FEIRA



EDIÇÃO VESPERTINA DE HOJE, terça feira, dia 13 de novembro de 2007

Queridos amigos, queridas amigas


Feriadão, muita gente viaja. Mas, para quem vai ficar na cidade temos um convite. É para trabalhar um pouco. Vivemos um momento de muita dificuldade. Precisamos estar coesos, esquecendo pequenas divergências. Vamos trabalhar em harmonia.

Na sexta feira estaremos no SINDESP as 9:00 horas (nove horas). Há questões que devem ser dicutidas e não podem ser adiadas. Temos o pronunciamento do governador Cid Gomes para ser analisado e algumas decisões que deverão ser tomadas contando com o aval de um número significativo de companheiros e companheiras para se tornarem representativas e legítimas.

Compareça. É hora de muita luta. Vamos precisar de todo mundo!!!

A GUISA DE ESCLARECIMENTO: LEMBRANDO BERTOLT BRECHT



EDIÇÃO DE HOJE, terça feira, dia 13 de novembro de 2007

Queridos amigos, queridas amigas
Faça como o velho marinheiro
que durante o nevoeiro
leva o barco devagar
(Paulinho da Viola)
Ontem (2a. feira) pela manhã participamos de uma importante reunião com a advogada Dra. Glaydes Sindeaux na sede do SINDESP.
Durante a reunião ela nos inteirou de todos os procedimentos já efetivados e também dos próximos passos.
Evidentemente, por razões óbvias, não podemos divulgar muita coisa neste blog.
Por e-mail estaremos oferecendo maiores esclarecimentos. A luta é muito dura, mas não é hora de esmorecimentos. Nas suas palavras "agora é que chegamos ao cerne da questão". Significa que já chegamos ao cerne da questão.
Da reunião sairam algumas sugestões que serão colocadas e debatidas na próxima reunião. Pretendemos manter a rotina e para isso estaremos confirmando, logo mais a tarde, a hora da reunião que deverá ser as 9:00 h, a data , sexta feira e o local SINDESP. Há muitos fatos novos a considerar inclusive declarações do sr. Governador Cid Gomes na tarde de ontem diante de uma delegação de professores da UECE.

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Aproveitamos o espaço para informar, a quem interessar possa, principalmente aos que não conhecem o nosso trabalho, que o blog é um espaço público e democrático onde serão abrigados todos os comentários que forem feitos por colegas da UECE. Não há restrições nem censura. Nós que o administramos temos pautado nossa linguagem em termos respeitosos e em nenhum momento temos feito qualquer crítica ou insinuação às decisões da Justiça. Há sempre alguém incomodado por conta de informações de terceiros que interpretam as matérias do blog de maneira equivocada

Reiteramos aqui que a nossa luta tem um único foco: cobrar o cumprimento das decisões judiciais. O alvo de nossas críticas contundentes será sempre o governo do Estado até o dia em que ele cumpra a decisão da Suprema Corte. "Sublata causa, tollite efectus".

Só queremos o que nos é devido. Não aceitamos acordos espúrios e repudiaremos sempre a intolerância e o calote. Não fomos chamados a negociar. Não sabemos de nenhuma proposta colocada ao SINDESP. Não nos prestaremos a mediar uma proposta aviltante que afronta a nossa dignidade. Lembramos aqui Bertolt Brecht (*) "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem..."
Nós continuamos acreditando na prevalência do estado democrático de direito e na imposição definitiva da decisão transparente do Supremo Tribunal Federal. Não há espaço para o desespero. A ação está ganha e o governo sabe que a implantação do PISO SALARIAL é só uma questão de tempo.

Ousar lutar! Ousar vencer!
VENCEREMOS!!!


(*) Bertolt Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um influente dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX..
O blog também é cultura...

domingo, 11 de novembro de 2007

OS VÁRIOS SIGNIFICADOS DO SILÊNCIO



EDIÇÃO DE HOJE, domingo, dia 11 de novembro de 2007

Caríssimos amigos, caríssimas amigas
Há alguns dias que reina um silêncio quase sepulcral em torno de nossa causa. Este blog não trabalha com especulações. Não pratica futurologia.
Comentamos que, às vezes, a calmaria poderia ser um bom sinal. Porque foi a calmaria que, de uma certa forma, fez as naves de Cabral chegarem a Porto Seguro. Mas essa calmaria se torna preocupante.Pode ser um mau presságio. Pode parecer acomodação ou, quem sabe, conspiração, manobra sub-reptícia. É quanto a esta última possibilidade que devemos estar atentos.
Foi por esse motivo que provocamos uma reunião com o presidente do SINDESP na terça feira passada, dia 6 de novembro.
O não comparecimento do prof. Boaventura nos fez convocá-lo por escrito para uma conversa na sexta feira, dia 09 de novembro.
Na nossa reunião semanal o presidente compareceu e prestou alguns esclarecimentos.
Alguns encaminhamentos ocorrerão durante a próxima semana, com bastante atraso. Haverá a possibilidade de um encontro com a Dra. Glaydes Sindeaux em data e local ainda não confirmados.
Maiores informações e esclarecimentos serão prestados por e-mail para os que estão cadastrados.

Mudando um pouco o rumo das conversa o governo prossegue na sua tentativa de engodo, desrespeitando a decisão da justiça. E joga pesado e sujo. O governo e seus prepostos sabem que perderam definitivamente a causa. O que pretendem já afirmamos aqui e vamos reafirmar. Tentam convencer incautos e ansiosos que a decisão do Supremo só vincula o Piso até 1990, data da mudança compulsória do regime de CLT para estatutário. Esta pretensa "tese" já foi esposada na fase de instrução do processo e rejeitada sucessivamente por todas as instâncias. Estamos diante de uma decisão transitada em julgado para a qual não cabe exegese de alquimistas da PGE.

Estão sofismando!!! Afrontam nossa inteligência!!!

O governo, sadicamente, quer nos "matar de cansaço", contando com a ansiedade de alguns e a situação de penúria de outros.
E que diferença faz considerar o piso até 1990 e depois aplicar os aumentos normais concedidos pelo governo?
Em termos nominais, a grosso modo, o salário ficaria reduzido a 1/3 daquele previsto para cada um de nós, isto de acordo com simulações produzidas pela SEPLAG e que nos foram exibidas pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Pouquíssimos professores atingiriam o teto ou subteto do estado do Ceará. Só aqueles que tivessem vantagens pessoais incorporadas.
Ora, aceitar essa proposta, que do nosso ponto de vista é indecente, é contribuir para enterrar uma sentença conquistada a duras penas em vinte anos de tramitação.É a submissão, é a negação de tanta luta, gesto de indiscutível covardia.
Resistimos até agora. Resistiremos um pouco mais. A nossa luta não é contra a justiça. Mesmo porque a justiça já se definiu pela verdade e pela nossa causa. Nossa luta e contra um governo prepotente que insiste em descumprir as superiores determinações da Justiça. Temos alguns caminhos a percorrer e muitos cartuchos a detonar. O governo já não tem tanta munição. A não ser o jogo bruto. Nós temos conosco a força do direito.
Temos trabalhado com responsabilidade. Há quem nos cobre informações. Estamos deixando algumas fontes "descansando" porque do nosso ponto de vista, as informações devem vir oficialmente das instâncias da justiça através da advogada. Quanto à condução do processo, em termos oficiais, é do SINDESP. O nosso papel é de catalisador que, em termos químicos, significa acelerador do processo.
Estamos atentos. Vamos continuar monitorando processo, cobrando informações da advogada e iniciativas da direção do SINDESP.
Por e-mail estaremos informando os resultados das ações que serão interpostas ao longo da semana.
Uma boa semana. Um grande abraço

Obs. Recebemos do colega Alberto Victor Cinta a mensagemn:

Boa semana! Alguma novidade?

Solicito divulgar o endereço do blog - consultas; Língua ou Literatura.
Grato
http://victorcintraliteratura-consultas.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

CONTINUAMOS FIRMES NA BATALHA!!!



EDIÇÃO DE HOJE, quinta feira, dia 08 de novembro de 2007

Queridos amigos , queridas amigas

Estivemos reunidos na terça feira no SINDESP. O presidente do sindicato não compareceu. O grupo de trabalho tomou algumas decisões e deixou uma convocação assinada para o presidente prof. Boaventura comparecer na nossa reunião da sexta feira.

Necessitamos conhecer as últimas informações sobre as providências que estão sendo adotadas pela advogada Dra. Glaydes e de que maneira podemos contribuir para acelerar o processo.

Há necessidade de uma atuação conjunta e coordenada dos interessados. Se estamos na reta final e já detemos uma sentença favorável do órgão supremo da justiça, não entendemos porque não é colocado em pauta o julgamento no pleno do TRT de uma ação que tramita lá e foi decidida monocráticmente pelo relator designado.

São essas e outras questões que gostaríamos de discutir. Assiste-nos o direito à informação como parte da ação e membros do SINDESP. Não queremos recorrer a terceiros. Decidimos que as notícias nos devem ser fornecidas pela advogada a quem cabe a condução do processo a nível de poder judiciário. Ao SINDESP através, de sua direção, cabe a condução do processo político, assumindo a vanguarda. A nossa parte estamos fazendo. A direção do SINDESP deve explicações aos interessados que estão na luta.
O blog e as reuniões de sexta visam dinamizar procedimentos, despertar o interesse e organizar a categoria. Mais que isto: estamos clamando por transparência e o direito à informação.

Somos um grupo de pessoas maduras, experimentadas e sofridas. Estamos trabalhando sério sem intresses subalternos. Exigimos transparência, respeito e a mesma dedicação que temos emprestado à causa.

Não podemos nos deixar abater pelo desânimo. Não podemos também nos acomodar ante as manobras sub-reptícias e o jogo bruto de um governo prepotente.

O governo sabe que perdeu e sabe que vai ter que implantar o PISO. Questão de dias. Não há como alterar o mérito da sentença. Está tentando ganhar tempo para nos "matar no cansaço". O jogo é claro: quer tentar um "acordo". Contando com a ansiedade dos colegas e a situação de penúria de alguns, quer forçar a rendição da categoria. E nem esconde a manobra cínica. Se aceitassemos a proposta de considerar o PISO só até 1990 (data da mudaça de regime de CLT para estatutário) a "implantação" é imediata. O governo quer fazer a lei do Gerson: tirar vantagem de tudo, até do sofrimento da categoria.

Tentou até nos intrumentalizar como porta-vozes dessa indecência.

A conseqüencia da aceitação da "proposta indecente" seria a submissão da categoria e sua degradação. Seria a cumplicidade na anulação de uma sentença conquistada no SUPREMO.

Enquanto essa categoria tiver meia dúzia de pessoas de bem não ocorrerá a rendição. As nuvens negras serão arrastadas pelo vento. A prepotência e o embuste serão arrasados pela força vibrante e imbatível da verdade e da justiça.

ESTAMOS NA LUTA, HOJE MAIS INDIGNADOS QUE ONTEM. A NOSSA INDIGNAÇÃO É A SEIVA QUE NUTRE NOSSA VONTADE DE LUTAR. A NOSSA CONSCIÊNCIA É O FAROL QUE ILUMINA O NOSSO CAMINHO!!! NADA NOS DETERÁ!!!
AMANHÃ É DIA DE REUNIÃO. COMPAREÇA!!!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

GRUPO DE TRABALHO SE REUNE HOJE: CONTRA A PREPOTÊNCIA E O CINISMO, MUITA LUTA. NADA NOS DETERÁ!!!

EDIÇÃO DE HOJE, terça feira, dia 06 de novembro de 2007
Queridos amigos, queridas amigas
O grupo de trabalho que foi criado na reunião da quinta feira passada, dia 01 de novembro, se reune hoje às 15 horas com o prof. Boaventura na sede do SINDESP.
O GT foi criado com a finalidade de incrementar mais ainda as estratégias de luta, trabalhando em sintonia com a direção do SINDESP. Existem várias formas de luta que deverão ser postas em prática a partir de agora.
Na reunião de hoje haverá a elaboração de um calendário de atividades, a preparação de um texto básico sucinto que será encaminhado pelo SINDESP a organismos internacionais denunciando com todas as letras o abuso de autoridade e a má-fé do governo do estado através de seus subalternos da SEPLAG e da PGE.
O Supremo Tribunal Federal não será afrontado pelos lacaios desse governo medíocre e autoritário.Vamos por a boca no trombone. Nada tememos. Nada nos deterá.
Estaremos divulgando, através de e-mail, o andamento do processo e o que foi feito de concreto pelo grupo de trabalho.
Não cabem desânimos. Tudo vai dar certo. O máximo que os torturadores de plantão conseguirão é retardar a implantação do PISO. Não lograrão derrotar a justiça e a verdade. Para desespero deles (o governo, seus lacaios subservientes et caterva) a vitória nos pertence e ela se manifestará brevemente, em sua forma cristalina e de maneira avassaladora.
Contra a arrogância, contra a má-fé, contra o embuste, contra o calote, a força do direito e o poder imbativel da justiça.
Grande abraço