JULGAMENTO HISTÓRICO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM 01.12.2011

CLIQUE NOS LINKS PARA ASSISTIR O JULGAMENTO HISTÓRICO DE 01.12.2011

ESTAMOS DISPONIBILIZANDO OS LINKS DO YOU TUBE ENVIADOS PELO PROF. MANOEL AZEVEDO. É SÓ CLICAR E VERÁ OS VÁRIOS MOMENTOS DAQUELE HISTÓRICO JULGAMENTO.

Abaixo, respectivamente, estão os endereços no youtube das partes 1 de 5, 2 de 5, 3 de 5, 4 de 5 e 5 de 5 do vídeo do julgamento histórico no STF.

http://www.youtube.com/watch?v=w4DHkYcKpoo
http://www.youtube.com/watch?v=rRE6L0fu4Ks
http://www.youtube.com/watch?v=gQzH1FNS5Sg
http://www.youtube.com/watch?v=8FqTJqKrjww
http://www.youtube.com/watch?v=z1UKoALstcI

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

ESCLARECIMENTOS


EDIÇÃO NOTURNA DE HOJE, quinta feira, dia 14 de fevereiro de 2008

Queridos amigos, queridas amigas
Circulou na lista de e-mails uma mensagem que trouxe um certo desconforto para muitos de nossos companheiros combatentes da resistência das sextas-feiras. Vamos aqui manifestar nossa posição de maneira clara, como sempre o fizemos.
Não aceitamos as cobranças e as comparações feitas no e-mail enviado à nossa lista e que não é de nossa responsabilidade, nem nossa nem do prof. Rodrigues.
A questão PISO é, e continuará sendo, nosso foco. Porque precede a todas as outras. É uma briga de 20 anos. É direito de quem ajudou a construir as Universidades Estaduais.
Não é bandeira de "ultima hora" de quem, ao longo do tempo, se omitiu, só desdenhou, ironizou e fez inúmeras provocações aos que tratavam do assunto piso. Onde estavam esses "cristãos novos" nos últimos vinte anos? Onde estavam no final de 2006 quando ganhamos efetivamente a questão? Onde estavam quando juntamos meia dúzia de pessoas para discutir a questão no SINDESP e criamos o blog?
Sabemos onde estavam. Ou estavam fora da UECE ou então dentro dela, zombando de nós. Fazendo provocações. Estavam debochando de nós e até torcendo contra.
É cômodo pegar o bonde andando. É comodo defender uma causa já ganha e quase em fase de execução. Lá no nosso sertão a sabedoria veterinária, com a devida vênia do Jacinto Luciano, diz: Depois que o boi está morto todo "fio de uma égua" pega no chifre. (Por favor não nos venham com melindres reclamando do provérbio. Ele não foi inventado por nós e "fio de uma égua" é uma expressão muito comum, não ofensiva, no Sertão, para quem não sabe)
Porque é fatal que a reimplantação aconteça independente do voluntarismo de alguns e de discursos inflamados e às vezes irresponsáveis, demagógicos, inconseqüentes, incompetentes e desafinados. Discursos que soam falso.
A batalha pelo PISO não pode ser objeto de plataformas eleitorais para não ser desfigurada.
A campanha para Reitor já está no Campus, desfigurado e despovoado. Mas, dos pré-candidatos que surgem no cenário quem efetivamente comprou a briga do PISO SALARIAL? Nenhum deles.
Avisamos aos aventureiros: Nossas reuniões e o blog não serão instrumentalizados por qualquer candidatura.
Chegou a hora da verdade sim. Nós não somos candidato e definitivamente não usaremos o espaço deste blog e nem das nossas reuniões de sexta para sequer divulgar notícias sobre o processo eleitoral.
Essa é a nossa condição. Vamos continuar na luta. Não sabemos é até quando.
Se as agressões se avolumarem, se elas avançarem além do limite de nossa suportabilidade, iremos cuidar de nossa vida particular. Não pedimos a ninguém para coordenar a resistência. Estaremos nas reuniões até o nosso limite. Até onde possamos suportar as incompreensões de colegas. Mas, não somos obrigado aceitar provocações de quem supostamente é nosso aliado.
Não tememos o governo. Estamos disposto a ir até o fim na luta contra a sua prepotência, seu mau-caratismo e seus vícios. Prosseguiremos denunciando suas práticas desonestas, o embuste, a falácia, o sofisma e seu jogo sórdido contra nós.
Aceitamos cobranças sim. Mas, não é qualquer cobrança. Estamos decididos a trilhar a via diplomática. Isso não impede a quem quer que seja que tome outros rumos.
A bandeira do Piso não é exclusividade nossa. Mas, para empalmá-la é necessário uma certa competência. Não é assunto para leigos, aventureiros ou amadores. É necessário o conhecimento sobre o tema. E esse conhecimento nós construimos no estudo minudencioso dos autos, na pesquisa feita na quarta vara desde a gênese do processo, no monitoramento do percurso feito no TRT, no TST e no STF, nos contatos com a advogada Glayddes Sindeaux e com a Mma. Juiza da quarta vara, com a Procuradoria Geral do Estado, com inúmeras fontes que sempre havemos de preservar. Há quase um ano estamos no front. Leiam o histórico desse blog e analisem as informações veiculadas, seus links para as várias instâncias da justiça. É pouco? Por que alguns iluminados "cristãos novos" não fizeram mais que isso?
A questão PISO SALARIAL tem que ser desvinculada de interesses eleitoreiros seja no âmbito da UECE ou fora dele.
Apropriar-se de maneira indébita da bandeira do PISO para auferir dividendos eleitorais é oportunismo barato, postura condenável e incompatível com a conduta de um membro da academia que se pretende educador.
Não aceitamos atrelamento a candidaturas. Só assim teremos credibilidade diante da categoria e legitimidade para tocar a luta até o final.
Não aceitamos barganhas políticas que comprometam o nosso PISO SALARIAL. Não somos mercadoria. A nossa categoria não está a venda.
Recusamo-nos a acreditar que companheiros nossos, nos ritos finais, estejam, por ação ou omissão, conturbando o processo.
Mais difícil que lutar contra o governo cujo arsenal de maldades e o elenco de artimanhas de certa forma já conhecíamos, é enfrentar o "fogo amigo".
Não vamos aqui prestar contas de nossas ações, mesmo porque algumas nem podem ser reveladas no blog. Mas, o trabalho está sendo feito mesmo quando procuramos o apoio de alguns e esse nos é negado. Estamos trabalhando discretamente na nossa ofensiva diplomática. Com certeza as ações vão surtir efeito. É esse o caminho que escolhemos de maneira racional, ouvindo sempre aqueles que são mais experientes e mais sábios.
Não arredaremos o pé dessa luta. A não ser que sejamos definitivamente vencidos pela incompreensão e intolerância de algum aliado. Essa seria a única maneira de nos alijar do processo e da batalha.

Repetimos aqui: É hora de serenidade. As coisas estão acontecendo independente dos discursos inflamados de alguns, dos gestos desesperados de outros, do oportunismo de outros mais.
Cabe-nos resistir sempre ante a malandragem que o governo quer nos impor. Na sua prepotência está tentando distorcer uma sentença do Supremo Tribunal Federal contando com a cumplicidade de alguns substituídos (interessados). A distorção da sentença do Supremo é a imposição efetiva do calote.
Esta é a hora da verdade. Agora os oportunistas e cúmplices do governo vão efetivamente deixar cair suas máscaras e revelar as suas verdadeiras faces.
Com certeza o grupo da resistência das sextas feiras, não sucumbirá à tentação, não venderá sua alma ao diabo (nesse caso representado pelo governo) enfrentará altivo todas as manobras torpes dos embusteiros, na inabalável convicção da vitória.
FORA COM O CALOTE!!!
REIMPLANTAÇÃO DO PISO SALARIAL AGORA.
NÃO ESTAMOS MENDIGANDO CONCESSÕES E BENESSES.
NÃO QUEREMOS ESMOLAS.
QUEREMOS JUSTIÇA EM TODA A SUA PLENITUDE!!!
AMANHÃ, SEXTA FEIRA, REUNIÃO NO SINDESP A PARTIR DAS 9:00 HORAS. COMPAREÇA VAMOS PROSSEGUIR NA LUTA PARA DESMONTAR A ARMAÇÃO DO GOVERNO CONTRA NÓS.

REPERCUTINDO NOTÍCIA DO JORNAL O POVO E SEUS COMENTÁRIOS


EDIÇÃO VESPERTINA DE HOJE, dia 14 de fevereiro de 2008

QUERIDOS(AS) AMIGOS(AS)


Vamos colocar o link da notícia do Jornal O POVO e os comentários que ela provocou.


Professores da Uece terminam greve após três meses
Leiam os comentários:


Curioso. Professor é a única categoria que faz greve e tem que recuperar o tempo parado. Por que não se elimina o semestre 2007.2, simplesmente? Como pode esse semestre está começando em pleno 2008.1 ? Vá entender. Tomara que o governo Cid desta vez cumpra as promessas para com os professores. Mas... por que demorou tanto a receber os professores? Será que agora o homem resolveu colaborar mesmo? Quem viver verá. Estão de parabéns os professores da UECE. Ativos e resistentes na luta pela dignidade. Existe coisa mais bonita? Que sirvam de exemplo pra muito "nego pai-joão".
Marcelo Rodrigues Uchôa
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É lamentável que ainda existam na nossa sociedade indivíduos que dão tão pouco ou nenhum valor a uma educação de qualidade e que desconheça o trabalho de um professor.Posições como a do sr Cícero e do sr mendes é de total falta de conhecimento da situação vigente da nossa educação. Desconhecem que a grande maioria dos professores não tem condições financeiras nem de se deslocar para seu trabalho quem dirá possuir casa de praia. É sabido por qualquer pessoa que possua a mínima noção da realidade que professor que vive só do magistério tem sobrevivido e muitos não conseguem ter uma casa própria quem dirá uma casa para lazer na praia. Mas esperamos que esse dia chegue porque professor também é gente.
Ana Maria Cordeiro Teixeira
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PISO SALARIAL FOI MOTIVO DA GREVE 03 As autoridades se quiserem ter um mínimo de respeito por seu CARÁTER PÚBLICO, não podem declarar, como o fizeram na reunião preliminar à Assembléia, que concordam com o MÉRITO da decisão do STF, mas discordam de COMO implementá-la. CUIDADO COM OS SOFISMAS, AUTORIDADES. Sofisma é argumento com o objetivo de produzir ilusão de verdade ? Houaiss. AUTORIDADES, O SOFISTA NÃO PODE SER IDENTIFICADO COM O POLÍTICO, confronte os Diálogos de Platão. O SOFISTA CONSEGUE O SUCESSO MAS ENTERRA O POLÍTICO. É por meio de sofismas que essa consultoria pretende dar o calote trabalhista na diferença do ano de 2007, já ganha pelos professores. É por meio de sofismas da linguagem jurídica que esta consultoria pretende BURLAR a Decisão do Supremo Tribunal Federal. Eles querem criar a ilusão de verdade ao afirmar que o PISO SALARIAL só vale até o dia 24 de Julho de 1990. Este é o SOFISMA. O SOFISTA PODE ENTERRAR O POLÍTICO QUE PRETENDE CRIAR A IMAGEM DE SUA DEDICAÇÃO POLÍTICA AO INTERESSE PÚBLICO. A VERDADE É QUE VOS PODE SALVAR. Prof. de Filosofia do Direito da UECE.
Alberto Dias Gadanha

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À quem interessa a nas Universidades Públicas? É claro que não interessa aos Professores,aos alunos nem à sociedade Civil Brasileira e sim aos grandes detentores da mercantilização da Educação,formado por boa parte das IES particulares.Por que a grande maioria dos governantes não esdtão nem aí para as greves dos profissionais da Educação? Porque não têm nenhum compromisso com Ela.Preferem ver o povo afundando no analfabetismo e na miséria,mendigando um prato de comida.Será que aqueles que procedem assim educam seus descendentes na Escola Pública.Vão governantes passar a vida toda estudando para ser Professor Universitário!!! Edival de Freitas-estudante de Administração.
Francisco Edival de Freitas



PISO SALARIAL FOI MOTIVO DA GREVE ? 01 É estranho que OPOVO não fez nenhuma menção que o governo Cid Gomes não cumpre a decisão do STF, desde Fevereiro de 2007. É de conhecimento público que há uma CONSULTORIA CEARENSE EM CALOTE TRABALHISTA, que apesar de camuflada consegue, eficientemente JÁ HÁ UM ANO, deixar de pagar as diferenças salariais para os PROFESSORES DO PISO. Prof. de Filosofia do Direito da UECE.
Alberto Dias Gadanha
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A greve nas universidades públicas no estado de Ceará resulta da morosidade governamental para aplicação de políticas públicas para implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Valorização. Um professor nesta instituição pode levar em até 5 anos para defender uma simples Tese de Titular.
Ubiracy de Souza Braga
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Quanto ao tema PISO SALARIAL esse governo tucano-pessebista segue a mesma trajetória de seus antecessores submetendo os professores da UECE às humilhações de um salário indigno. O agravante agora é que tenta, usando artifícios destituídos de ética, descumprir uma decisão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL transitada em julgado em fevereiro de 2007. A malandragem e o sofisma consistem em querer deformar o mérito da sentença cristalina do STF. Os serviçais do governo situados na PGE e na SEPLAG, valem-se da morosidade da justiça (leia-se TRT) para ganhar tempo e tentar por todos os meios impor o calote nos professores da ação PISO SALARIAL. Ao governo et caterva faltam transparência, pudor e respeito às decisões da corte suprema desse país. Os professores da UECE não estão de joelhos implorando concessões e esmolas. Exigem, esse é o termo JUSTIÇA. PISO SALARIAL AGORA. Sem deformações da sentença. Sem calote. veja mais em: http://pisosalarial.blogspot.com.br Gilberto Telmo Sidney Marques - prof. adjunto concursado da UECE - matrícula 2005-1-4
Gilberto Telmo Sidney Marques

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Quer uma dívida que nunca é quitada? O conhecimento que você obteve, transmitido pelo professor.Nesta terra "em que se plantando tudo dá" ainda não foi plantada na cabeça de políticos a semente da dignidade e da importância da educação.Bla bla blas, são por vossas excelências a arte de pretender enganar, perpetuar-se no poder e condenar-nos ao subdesenvolvimento.Caros professores: mutatis mutandis. n.b. não sou professor, só posso ser grato.
lamartine joca
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PISO SALARIAL FOI MOTIVO DA GREVE ?02 Esperamos que o sr. Nelson Martins não faça parte deste esforço concentrado em DISTORCER a decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele é uma autoridade governamental no LEGISLATIVO, AINDA NÃO envolvida diretamente neste PRETENDIDO CALOTE. Esperamos que o NOBRE DEPUTADO não traia a resposta que ele deu no Hall da Histórica Assembléia dos Professores, de 13 de Fevereiro, organizada pelo SINDUECE. ? Os professores do Piso Salarial estão com suas barbas de molho, em vigília constante desde Abril de 2007 nas reuniões de todas as sextas-feiras. Essa consultoria em sabedoria jurídica e política não pode pretender passar a perna na história destes professores que conseguiram manter a história da UECE. Consulte o esforço destes professores no blog: http://pisosalarial.blogspot.com/ Prof. de Filosofia do Direito da UECE.
Alberto Dias Gadanha
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Durante esses três meses de greve pudemos avaliar a postura dos poderes legislativo como do executivo na solução desse impasse das universidades e pudemos constatar que o compromisso de ambos não inclui a educação. Vou prestar vestibular no final do ano e também será a primeira vez que vou sair de casa obrigado para dar o meu voto e lastimo por não fazer essa obrigação como um direito de cidadão mas como alguém constrangido a ter que votar para não sofrer retaliações mas com certeza eu e muitos dos colegas vamos pensar muito se vamos validar nossos votos. Enquanto políticos tentam se engajar na política para satisfazer as suas necessidades particulares nós sofremos com o descaso dos mesmos que não nos representam. Para que eu tenha a oportunidade de competir com a elite foi necessário todos esses anos que meus pais se sacrificassem,porque na escola pública não existe compromisso por parte dos governantes e o estudo fica a desejar. Governo que não respeita a própria justiça como vai nos respeitar.
Davi Barbosa

Comentário do blog.

Reservamo-nos o direito de não publicar comentários que, por sua ironia, ridicularizavam a categoria.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

SABEDORIA, PRUDÊNCIA, TRANQUILIDADE NÃO SIGNIFICAM ACOMODAÇÃO


EDIÇÃO DE HOJE, QUARTA FEIRA, dia 13 de fevereiro de 2008

QUERIDOS AMIGOS E QUERIDAS AMIGAS

Em qualquer lugar do blog dissemos que esta era uma guerra de longa duração. E até ilustramos com o exemplo da guerra do Vietnam episódio cruel que envergonhou o mundo civilizado nas décadas de 60 e 70. Diziamos na postagem: O Vietnam começou a ganhar a guerra quando o seu bravo povo se convenceu de que se tratava de uma guerra prolongada. Quem venceu a guerra?

A maior potência bélica mundial ou aquele povo raquítico e faminto que teve seu solo calcinado pelas bombas, suas plantações destruidas pelos desfolhantes e sentiu literalmente na própria carne os efeitos das bombas de napalm? Vide na foto acima crianças atingidas por napalm

Foram condimentos que alimentaram o ânimo dos vietcongues e dos patriotas vietnamitas: a determinação, a certeza que lutavam por uma causa justa e a convicção plena da vitória (ainda que demorada e com o alto preço de milhares de vidas humanas).

Isto é história, dirão alguns. Não se aplica ao nosso caso, dirão outros.

Tudo bem. Estávamos usando o exemplo para ilustrar as grandes dificuldades que permeiam o nosso caminho, ou melhor, os descaminhos de nosso processo.

Chegou a hora da verdade, dizemos a cada instante. Estamos agora trabalhando uma advertência, reflexo de uma preocupação recorrente, que nos últimos dias nos tem roubado o sono.

Temos dividido nossas apreensões com os colegas e as colegas que freqüentam nossas reuniões das sextas. Com alguns mais próximos temos partilhado no dia a dia. São inúmeras ligações. Nesses contatos nos aconselhamos, trocamos idéias. O PISO, queridos amigos, queridas amigas, nestes últimos nove meses tornou-se na nossa vida uma prioridade, uma obstinação, uma quase obsessão.

Calejado e curtido pelas asperezas da vida, da luta insana pelos direitos da categoria, iniciada ainda na década de 60 quando participamos da primeira greve dos professores contratados do estado, nunca tivemos ilusões quanto à docilidade desse governo e a sua presteza em cumprir as superiores determinações da justiça.

Se alimentássemos essa certeza, estariamos tocando nossa vida de outra maneira. Aproveitando os retalhos de tempo de que dispomos para o lazer, as visitas periódicas aos consultórios médicos ou para ganhar mais alguns trocados que seriam acrescentados aos nossos parcos vencimentos.

Optamos, no entanto, pela luta. E as motivações que nos impulsionam são as mesmas do bravo povo do Vietnam: A DETERMINAÇÃO, A CERTEZA DE QUE LUTAMOS POR UMA CAUSA JUSTA E A CONVICÇÃO DA VITÓRIA(AINDA QUE DEMORADA E COM O ALTO CUSTO DE VIDAS MUITO PRECIOSAS DE NOSSOS COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS).

(Continua na próxima postagem)
Obs: cada expressão sublinhada é um link que os conduzirá a uma fonte de informações sobre o tema. Aproveite e leia um pouco mais. Esse blog também é história e cultura.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A HORA DA VERDADE

EDIÇÃO DE HOJE, DOMINGO, dia 10 de fevereiro de 2008
Carísssimos(as) amigos(as)
Continuando a conversa de ontem...
As reuniões de sexta feira, em que pese a grande ansiedade de todos, e a despeito de algumas considerações pessimistas, são de fundamental importância.
Na reunião de sexta ficou acertado um convite à Dra. Glayddes Sindeaux para que comparecesse a uma reunião conosco onde ele explicaria o andamento do processo junto ao TRT e os seus possíveis desdobramentos.

O prof. Boaventura no informou, via telefone, sobre a intimação enviada pelo Juiz Federal de Juazeiro para a URCA reimplantar imediatamente o PISO SALARIAL. Parece que o TRT esqueceu de avisar alguma coisa...
Várias sugestões de encaminhamento foram feitas, mas ao final prevaleceu a idéia de que a ofensiva diplomática é a mais eficaz de todas as ações na etapa atual.
Convém ao final chamar a atenção de todos, especialmente dos colegas que estão mais distantes, professores da URCA, da UVA, aposentados, pensionistas,etc. que a PGE ainda se movimenta febrilmente para impor (esse é o termo) o PISO que ela está inventando e que não é o mesmo definido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Na semana que passou, publicamos aqui uma simulação de proventos de um professor adjunto 12 com doutorado, ainda com DE.
Segundo o prof. Pádua Valença que fez a simulação, somente nesse caso será atingido o teto.
A questão fundamental é se for feito o "acordo" proposto pela PGE, vamos perder a referência (a relação com o salário mínimo e com o teto) e daí ficaremos reféns do governo que poderá congelar nossos salários por muitos e muitos anos.
Já afirmamos aqui e vamos repetir: vencedores não assinam termos de capitulação. E nessa questão os vencedores somos nós. Não há porque negociar com o governo nesta etapa. Implantado o piso, poderemos sentar à mesa para discutir os atrasados que nos são devidos.
Há gente conversando com o governo, via PGE, tratando de PISO SALARIAL. Com delegação de quem, não sabemos.
Exigimos transparência.
Qualquer eventual negociação poderia comprometer definitivamente o cálculo dos atrasados. Cedido a referência faltaria autoridade para cobrar atrasados!
Não é hora de desespero. Na Justiça do Trabalho há uma soma considerável de recursos já seqüestrados para o pagamento de precatórios de nossos colegas funcionários da UECE. A JUSTIÇA DO TRABALHO, em que pese a morosidade e alguns procedimentos inusitados não muito explicáveis, funciona de verdade.
Assim, nessa hora da verdade vão aparecer vilões, oportunistas de todos os matizes, aproveitadores, tentando vender a categoria. Mas, seguramente não somos mercadoria.
Parodiando Vandré, em Disparada, podemos dizer:
"Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente..."
ACORDA PROFESSOR! VAMOS LUTAR ATÉ O FIM!!!
VENCEDORES NÃO ACEITAM BARGANHAS ESPÚRIAS!!!
VENCEDORES NÃO ASSINAM TERMOS DE RENDIÇÃO!!!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

REPERCUTINDO...


EDIÇÃO DE HOJE, sábado, dia 09 de fevereiro de 2008
Caríssimos(as) amigos(as)
Para variar, o sr. Teodoro, ex-reitor da UVA, na sua coluna semanal dos sábados comenta sobre as Universidades Estaduais Ceará. Desta feita, para supostamente analisar o desempenho das mesmas no que tange ao ranking das pós-graduações.
Clique no link se desejar ler o artigo do sr. Teodoro na íntegra.


Leia agora as repercussões do tal artigo:

FALTA AUTORIDADE AO SR. TEODORO!!!

Não é de hoje que o sr. Teodoro estabelece comparações entre o desempenho das Universidades Estaduais e o da UFC. Há algum tempo em discurso inflamado, em Quixeramobim, ainda Reitor da UVA, falava sobre a UFC com uma ênfase especial e provocando UECE que representávamos na ocasião, como "a melhor e a maior universidade cearense". Não discordamos dessa frase e lembramos, que de certa forma, todos nós que fazemos parte do corpo docente das Universidades Estaduais, somos oriundos, com muito orgulho da querida UFC.
O que nos incomoda é a comparação descabida feita por alguém que teve tudo para mudar o quadro, quando reitor da UVA, criando e estimulando mestrados e até doutorados de qualidade naquela instituição que tem nos seus quadros professores competentes e honrados. Perdeu a oportunidade quando elegeu outras prioridades. Optou, como é sabido de todos, por criar um MacDonalds da educação, vendendo franquias de cursos de qualidade discutível como afirma o leitor Humberto Marinho e como o atestam milhares de "profissionais" diplomados através das tais franquias.1/2(continua)
Gilberto Telmo Sidney Marques
FALTA AUTORIDADE... (2/2) (continuação)

Guindado (ou seria guinchad0?) ao posto de Reitor da UVA, durante muitos anos o sr. Teodoro foi conivente com as "políticas" dos sucessivos governos estaduais em relação à UVA e suas co-irmãs. Tais "politicas" propiciaram o sucateamento das universidades estaduais e arrastaram seu quadro docente à indigência.
Não é demais lembrar que o Sr. Teodoro na Reitoria da UVA nunca se empenhou pela qualidade dessas universidades e nunca se solidarizou com a luta insana pela sobrevivência que os seus professores até hoje encetam.
Pelo contrário, entrou, juntamente com o sr. Manassés Claudino Fonteles e a sra. Violeta Gervaseau Arrais, com um embargo de execução para atrasar a reimplantação do PISO SALARIAL dos professores das Universidades Estaduais, direito reconhecido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e até hoje desrespeitado por esse governo a quem o Sr. Teodoro serve na Assembléia Legislativa.
Ao invés de estabelecer comparações com a USP que sempre teve autonomia de gestão financeira, pela qual ele nunca lutou enquanto Reitor da UVA, deveria estar fazendo um "mea culpa". Afinal é ele um dos maiores responsáveis pelo desempenho medíocre das universidades cearenses em termos de pós-graduação.
A responsabilidade do sr. Teodoro é por ter sempre caminhado, enquanto reitor, na contra-mão da história, privilegiando outros interesses que não os da qualidade e da excelência da universidade.É também da sua responsabilidade a conivência com os desmandos e o abandono das IES estaduais perpetrados e patrocinados por todos os governos aos quais ele tem dado sustentação política.
Gilberto Telmo Sidney Marques


Mostre eleitor, as eleições estão chegando, mostre a esse deputado e a esse seu partido e seus amiguinhos que suas políticas levaram o espírito acadêmico cearense para os dutos do sanear da privatização. Pergunte, que pesquisador pode trabalhar numa universidade com o menor salário do Brasil (COM BOICOTE DE 22 AN0S DO PISO SALARIAL E SEM APREÇO AO PCCV E SEM SE IMPORTAR COM A SOBREVIVÊNCIA DAS UNIVERSIDADES). Os cearenses sabem que 22 anos de governo estadual da Educação e da Ciência demonstram a POLÍTICA DE JOGAR NO ESGOTO TODA POSSIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS REALIZAREM TECNOLOGIA ADEQUADAS À REALIDADE SOCIAL DA TERRA. Aprendeu-se com galego e continua a política que universidade é luxo para elite que pode comprar diploma nas budegas de griffe espalhadas pelas esquinas de Fortaleza. O resto da população é na chibata, converse leitor com os funcionários públicos da educação. As universidades estaduais estão em greve. As autoridades só conhecem a linguagem da chibata. Chibata neles porque eu também sou tratado na chibata, não é otoridades? Prof. de FiLosofia do Direito da UECE.
Alberto Dias Gadanha

Muito conveniente ao ínclito Deputado imputar o atraso da pós-graduaçao ao governo federal quando o governo cearense nunca apresentou um política consistente e sistématica de ensino superior, vide a greve das estaduais. Paga-se salários baixos e incentiva-se a precarizaçao do professor em cursos de especialização que nascem com o propósito de gerar recursos para financiar a universidade -sem autonomia financeira e de gestão - e complementar os salários dos professores. Mas isso, o deputado sabe bem, haja vista o processo de escolarização que foi submetida a UVA, não obstante a resistência de alguns de seus professores, com a expansão de cursos de qualidade duvidosa e subvalorizados pelo mercado. Assim desvirtua-se a função precípua da universidade pública que deveria está compremetida com a produção do saber e o ensino de qualidade. Ficaremos sempre esperando as políticas federais de ensino superior ou vamos romper com essa política e ensino pobre para universidades pobres.
Humberto Marinho

Comentário do blog: parodiando Cícero suas catilinárias: até quando o Governo e seus lacaios vão continuar impondo humilhações aos docentes das Universidades Públicas Estaduais?

Atenção: Amanhã, domingo, será publicado um resumo das decisões da reunião de sexta feira. Outras informações serão enviadas por e-mail.

O governo não desistiu de aplicar o "golpe do piso", uma nova modalidade de descumprimento da sentença do Supremo, com a conivência de gente da ação piso (que vexame!!!) e outros oportunistas. Dá para entender agora porque a categoria(?) é tão humilhada!

A PGE trabalha febrilmente. E, há quem pense que nós não estamos sabendo de nada e vão nos pegar no pulo, apelando para o desespero de alguns e a ansiedade de outros. Ledo engano. Não estão lidando com amadores!!! Vamos resistir até o fim. De preferência o (fim) deles.

Estote parate!!!

Chegou a hora da verdade!!! Quem samba fica. Quem não samba cai fora (ou nos braços carinhosos e tentadores do governo).

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

SÓ PARA LEMBRAR!!!


EDIÇÃO PRELIMINAR DE HOJE, SEXTA FEIRA, DIA 08 DE FEVEREIRO DE 2008

ATENÇÃO:
DAQUI A POUCO, ÀS 9:00 HORAS TEMOS REUNIÃO NO SINDESP.
VAMOS LÁ!!!!
COMPAREÇA!!!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

DOIS PESOS E UMA MEDIDA


EDIÇÃO DE HOJE, SÁBADO DE CARNAVAL, DIA 02 DE FEVEREIRO DE 2008

Queridos(as) amigos(as0

Do colega Aldo Marcozzi da URCA recebemos e publicamos abaixo:
DOIS PESOS E UMA MEDIDA

A figura de uma mulher vendada, munida de uma espada e uma balança representa a Justiça. É a personificação da deusa grega Têmis, filha de Urano e Gaia. A balança que ela carrega demonstra o equilíbrio nas decisões; a espada que empunha a firmeza das resoluções, enquanto que a venda pode ser interpretada como a imparcialidade no tratamento aos envolvidos em querelas judiciais.
Há que se considerar esta figura emblemática em face dos tempos vividos atualmente no país, especialmente no que diz respeito ao caso Piso Salarial.
O equilíbrio, a firmeza e a imparcialidade são qualidades que se exigem de quem aplica a lei, ou seja, juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores.
No entanto, o que se verifica é o oposto; o desequilíbrio, a pusilanimidade e a parcialidade são a nota de destaque das decisões judiciais, salvo honrosas exceções. Vide o nosso caso. Quando se esperava que uma resolução emanada da Corte Suprema da Nação fosse acatada, sem contestação, por parte do Governador Cid Gomes, o que se vislumbrou foi um verdadeiro atentado ao estado democrático de direito, perpetrado por um grupo de indivíduos revestidos da autoridade outorgada por nós cidadãos. Deste grupo, que por dever de ofício, deveria ser um baluarte no cumprimento desta sentença, fazem parte representantes do poder executivo coadjuvados por membros do judiciário.
Ora, neste contexto, cabe a seguinte reflexão: a balança precisa urgentemente ser aferida no INPM (Instituto Nacional de Pesos e Medidas), pois o seu fiel pende invariavelmente para o lado do mais forte.
A matéria-prima da espada, o vidro, deve ser substituída por um aço de elevada tenacidade, capaz de desferir severos golpes em quem descumpre a lei, independentemente do cargo ocupado (recomenda-se o aço de Toledo, muito utilizado na antiguidade para a confecção de armas brancas).
Finalmente a venda, por estar muito rota, deve ser remendada (preferencialmente com fio de poliéster pela sua resistência) para impedir que a visão seja direcionada de forma tendenciosa, favorecendo interesses espúrios.
Adotando esta estratégia deixaremos de ser um país com dois pesos e uma medida, onde impera a lei do mais forte, incluindo nesta categoria o Estado. Parafraseando Rousseau eu diria que há em todos nós um princípio inato de justiça e de virtude, com o qual julgamos as nossas ações e as dos outros como boas ou más; e é a este princípio que dá-se o nome de consciência.
Alguns cidadãos ocupantes de cargos públicos precisam urgentemente, exercitar esta qualidade inerente ao ser humano, para que possam encarar o espelho, sem constrangimento ou dissimulação.
Prof. Aldo Marcozzi Macedo e Silva
Comentário do blog: A rigor, um artigo como este do prof. Aldo Marcozzi já se basta. Não carece de comentários. Apenas queremos ressaltar que endossamos cada palavra deste discurso. Parabéns meu caro Aldo. Estamos irmanados pelos mesmos sentimentos de perplexidade e indignação. Só nos resta saber até quando vai persistir essa espetáculo deprimente de despudor e cumplicidade dos poderes...
Até quarta!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

RECEBEMOS DO PROF. HUGO BARROSO


EDIÇÃO NOTURNA(2) DE HOJE, sexta feira, dia 01 de fevereiro de 2008
Caros(as) amigos(as)
Do prof. Hugo Barroso, recebemos:
Grande Telmo,

aqui estou na área para mais uma vez louvar sua ingente luta, bem como dos demais companheiros em prol do respeito à coisa julgada...
Em outras palavras, sabe o Poder Público, sabem seus serviçais, sabem os profetas do pessimismo que este País, desde 5 de outubro de 1988, respira os ares do princípio da legalidade...
Foi-se o tempo do " com quem você pensa que está falando" ou o primado da prepotência ditatorial, hoje inerme e sujeita, como todo jurisdicionado, ao " Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
"Pouco importa que seu fulano esperneie, recorra a "reclamações" sem fundamento, abra a porta para cuspir ou viaje para Minas (qualquer referência a Drummond não será mera coincidência). Importa que se cumpra a Lei, que se observe a sentença nos seus justos limites.
Os sátrapas do Estado bem sabem que se não deve tripudiar sobre a Lei ou fazer pouco caso de determinações do Estado-Juiz...Eles bem sabem que um dos fundamentos precípuos da República Federativa do Brasil, entre aqueles listados no art. 1º da Carta Política de 1988, inscreve-se o encarecimento ao respeito à DIGNIDADE HUMANA.
Fazer pouco caso disso é dar prova cabal de insensibilidade política. analfabetismo jurídico ou pensar que estão tratando com beócios.
Somos os professores uma das categorias profissionais mais essenciais ao atingimento da justiça, pois educação, queiram ou não, ainda é a grande solução. Tivesse sido levada a sério desde o dia em que Cabral aqui tropeçou, não estaríamos hoje lamentando o estado de penúria, em todos os níveis, de nossa infeliz e desprotegida população.
Há de chegar uma dia em que governantes e quejandos olharão para o fator Educação com olhos mais inteligentes. Nesse dia, cantar-se-ão louvores aos céus e coisas como essas, que estão ocorrendo com os professores das universidades públicas do Ceará, estarrecerão os homens imbuídos do mínimo de sensatez...
Voilà... E que o Carnaval continue sendo a grande válvula de escape, semelhante ao programinha incentivador do voyeurismo idiotizante da noite nossa década dia. Que George Orwell seja perdoado...

Ao velho amigo prof. Hugo agradecemos penhorado a referência.
Observação importante do blog:
Agora você pode imprimir seu contracheque e sua declaração de rendimentos. Observe na coluna da esquerda, parte superior do blog. Clique em QUERO IMPRIMIR MEU CONTRACHEQUE.
Faça seu cadastro na SEPLAG. O número do órgão FUNECE é 522. Você receberá uma senha que é pessoal. O processo é seguro. Aproveite. Você aposentado ou pensionista não precisa mais ir buscar seu extrato de pagamento no órgão de lotação.

SIMULAÇÃO DA PROPOSTA DA PGE


EDIÇÃO NOTURNA DE HOJE, sexta feira, dia 01 de fevereiro de 2008
Queridos(as) amigos(as)
Já é quase carnaval. Continuamos atento. Vigilante.
Enviou-nos o prof. Padua Valença, o indormido, o seguinte e-mail e uma simulação dos vencimentos de um professor adjunto 12 a nível de doutorado. Sem gratificações incorporadas de vantagens pessoais, só essa categoria poderia atingir o teto, por enquanto. Quando aumentar o salário do governador e o dos professores for congelado, adeus teto e referência de salários mínimos e vão para o lixo a lei e o decreto do prof. Gonzaga Mota e a decisão do Supremo Tribunal Federal. Quem sobreviver, verá.
A metodologia adotada contemplou os seguintes aspectos:

O SALÁRIO MÍNIMO NA ÉPOCA DA PASSAGEM PARA O REGIME JURÍDICO ÚNICO (JULHO DE 1990) ERA DE NCZ$ 4.904,76
O PISO PARA UM PROFESSOR ADJUNTO SERIA ATÉ ESSA DATA DE 36 SALARIOS MINIMOS = NCZ$ 176.571,36
A PARTIR DE AGOSTO DE 1990 CALCULOU-SE O VALOR DO SALÁRIO DE ACORDO COM OS % DE REAJUSTE DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Clique na figura ao lado para ampliá-la e tomar ciência do exaustivo trabalho do prof. Pádua que seria uma simulação da "proposta" da PGE.
Meu grande amigo Thelmo,
Tentei simular o pensamento da PGE quanto a uma possível implantação do nosso PISO SALARIAL.
Embora esteja torcendo sempre para o melhor, mas não custa nada verificar o quanto seria o estrago. Realmente,!!! um grande estrago. Não tentei todos os cálculos, mas apenas o professor adjunto, ultimo nível, 40 DE e com titulação de doutor, ultrapassaria um pouquinho o TETO. Seguem os arquivos caso seja de interesse de alguém e possa servir de alerta a todos, embora essa situação já tenha sido ventilada na nossa última reunião.
Abraço momesco
Pádua
Prof. Adj.- Curso de Nutrição - UECE

Segundo o prof. Pádua: "Coração de véio não bate, balança. Xô PGE".
Reflita prezado(a) amigo(a) sobre a "proposta" da PGE. Na realidade isso não é proposta é uma rendição humilhante imposta a perdedores e nós, definitivamente, não somos perdedores. Os perdedores estão do outro lado. Do lado de lá...
Notas do blog:
1)agradecemos mais uma vez a participação lúcida do prof. Hugo Barroso.
2)externamos nosso agradecimento especial ao prof. Padua Valência pela sua extraordinária e sempre oportuna contribuição. Enquanto está todo o mundo pensando em carnaval ele está pesquisando e fazendo cálculos dando rasteira em muitos matemáticos(rs).
3) enviaremos, por e-mail, as planilhas de onde foram obtidos os dados necessários à simulação elaborada pelo prof. Pádua.
Mais uma vez bom carnaval!

AGIR COM DETERMINAÇÃO. FIRMEZA, INTELIGÊNCIA E SABEDORIA, EIS A QUESTÃO!!!





EDIÇÃO DE HOJE, sexta feira, dia 01 de janeiro de 2007
Companheiros e companheiras

Estamos vivendo uma aparente calmaria daquelas que pode preceder uma grande borrasca.
Não é de nossa índole espalhar o pânico e alimentar a sinistrose. Mas, como no dístico do escoteiros, cabe aqui o bordão: devemos estar "sempre alerta". E, como diria o enciclopédico e notório saber de máximas veterinárias Jacinto Luciano: "Cautela e canja de galinha (há quem não goste) não fazem mal a ninguém".
Neste exato momento (são 10:42 h desta manhã de sexta que antecede o carnaval, quando todos já se preparam para viajar) está ocorrendo uma reunião onde o nosso destino está sendo discutido. E é com o governo.
O governo agora tem pressa, embora não divulgue, de liquidar essa fatura.
Como nós sabemos?
Há nessa história, envolvidos direta ou indiretamente, um conjunto de interesses os mais variados. Há personagens que trabalham por trás das câmaras e não se expõem. Há também os que adoram os holofotes.
Arrolados no processo estão personalidades que ainda detêm grande peso político que não pode ser subestimado. Isso conta? Claro que sim.
Mas, a pressa do governo tem outra motivação. A situação na justiça está se tornando insustentável. Nem as barganhas poderão retardar por muito tempo a execução da sentença do SUPREMO. A munição dos alquimistas da PGE, que nunca firmaram convicção pessoal sobre suas ações, está se esgotando. Diríamos até que os meios jurídicos, éticos e legítimos já foram todos usados. E até foram usados meios não convencionais. Referimo-nos, sem tergiversar, de maneira clara e desafiadora, à desobediência praticada pela serviçal do governo Dra. Silvana Parente, titular da SEPLAG, entre os dias 15 e 18 de outubro de 2007 e que acabou ficando impune.
Agora estão trabalhando no sentido de "reimplantar o piso". O que nos preocupa é a maneira como isso vai ser feito. Não questionamos a reimplantação. Preocupa-nos o "modus faciendi". As exegeses da PGE.
Temos muitas informações. Algumas dignas de crédito advindas de fontes fidedignas que nós vamos preservar. Outras não passam de especulações. Mas vamos tratá-las aqui como tal, por enquanto.
A verdade é que há uma urgência da parte do governo em reimplantar o PISO. Ele tem suas razões e conveniências. Em uma palavra, não pode ser declarado caloteiro. São altos interesses envolvidos. Nesse caso, diante de tais interesses a repercussão da nossa folha de pagamentos não seria significativa.
O governo ainda questiona o mérito? Com certeza. O sr. titular da PGE nos asseverou que ia "lutar até o fim" (sic) embora tenha também confessado na ocasião que tinha dúvidas quanto à sntença (não falou em certezas e até admitiu que nós somos vencedores) e que não conhecia o processo.
Durante algum tempo mais, vão perseguir a tese esdrúxula da incompetência da justiça do trabalho, da mudança de regime em 1990, já fragorosamente derrotadas em todas as instâncias, inclusive com parecer favorável do Desembargador Arízio de Castro, atual relator de uma cautelar em que, na sua própria expressão, foi transmutada uma reclamação, "obra prima" de peça juridica gestada pelo eminente jurista subprocurador do estado.
Em suma, a ação está ganha. A PGE usa algumas artimanhas. No rol das especulações (eu disse especulações) consta que estaria o governo fazendo uma ponte com o ministro Marco Aurélio de Mello para que ele "reescrevesse a sentença" por falta de clareza. Creditamos essa atitude a mais uma insanidade, entre tantas outras, e que faria o ministro empurrar a PGE e seus emissários na vala comum da incompetência. Intelligenti pauca, diz o provérbio latino.
Não há o que decodificar na sentença. Não há sequer traduções do latim clássico nos moldes do "fumis boni iuris", "mutatis mutandis" ou coisa que o valha. Está escrito em bom português ,de maneira concisa negando a pretensão do governo na rescisória e restabelecendo o texto da lei. A negação do SUPREMO já diz tudo. Não precisa ser mais clara.
Outra especulação: estão questionando o salário dos professores de 20 horas que não poderia ser igual ao daqueles que têm 20 horas. Não procede porque o teto nivela por baixo.
Mais especulação: questionam alguns nomes que estão listados no processo. Quanto a isso, se houver absurdos, aqueles que têm o direito legítimo e estavam na UECE na época da sanção e da publicação da lei e do decreto não podem ser penalizados.
Temos tido sempre o cuidado de fazer uma prévia autocensura. Separamos aqui as especulações das informações concretas.
Como diria o Barão de Itararé: "há algo no ar que não são apenas aviões de carreira".
Os bastidores estão fervilhando.
Qualquer negociação que nos leve a abdicar da referência PISO SALARIAL nos tornará reféns de governos impiedosos, destituídos de grandeza e ética e descompromissados com a causa da educação.
O Supremo Tribunal Federal será afrontado.
A Mma. Juíza da quarta vara, de tanta dignidade e fibra, ofendida por nossa causa, será com a nossa capitulação, igualmente ofendida. E nossos descendentes não nos perdoarão. Nem Deus nos perdoará.
Se formos competentes e lúcidos viraremos o jogo e aí quem fica refém é o governo.
Embora seja carnaval e não semana santa, aproveite para fazer algumas reflexões sobre o que foi escrito aqui.
Ninguém pode se queixar mais tarde de falta de informação. Estamos monitorando o processo. Não admitimos mais tarde cobranças por conta de omissão. Se errarmos por ação, dividamos a culpa. Há necessidade de maior coesão e mais participação efetiva de todos: dos professores da ativa, dos inativos, das pensionistas e de seus filhos.
A hora é grave porque decisiva e não podemos morrer na praia.
Precisamos estar atentos também contra as armadilhas, os falsos salvadores da pátria a serviço do governo, os inumeráveis pais do piso, os que querem auferir dividendos eleitorais e aqueles que, deliberadamente se posicionam contra a categoria.
É hora de agirmos com determinação, firmeza diplomacia, inteligência e sabedoria. Mas não é hora de rendição. Vencedores não assinam tratados de capitulação.
obs. estaremos sem atualizar o blog durante alguns dias. Este país tropical abençoado por Deus para no carnaval. É a hora em que mergulhamos na alienação e acabamos por fugir da dura realidade que a vida nos impõe. Recomendamos cuidado e prudência. Todos vocês, da resistência, são muito preciosos.