JULGAMENTO HISTÓRICO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM 01.12.2011

CLIQUE NOS LINKS PARA ASSISTIR O JULGAMENTO HISTÓRICO DE 01.12.2011

ESTAMOS DISPONIBILIZANDO OS LINKS DO YOU TUBE ENVIADOS PELO PROF. MANOEL AZEVEDO. É SÓ CLICAR E VERÁ OS VÁRIOS MOMENTOS DAQUELE HISTÓRICO JULGAMENTO.

Abaixo, respectivamente, estão os endereços no youtube das partes 1 de 5, 2 de 5, 3 de 5, 4 de 5 e 5 de 5 do vídeo do julgamento histórico no STF.

http://www.youtube.com/watch?v=w4DHkYcKpoo
http://www.youtube.com/watch?v=rRE6L0fu4Ks
http://www.youtube.com/watch?v=gQzH1FNS5Sg
http://www.youtube.com/watch?v=8FqTJqKrjww
http://www.youtube.com/watch?v=z1UKoALstcI

domingo, 4 de novembro de 2007

MENSAGENS RECEBIDAS (2)


EDIÇÃO DE HOJE, DOMINGO, DIA 04 DE NOVEMBRO DE 2007

do Francisco Hugo recebemos:

Companheiro Telmo

é lugar comum nos cursos de direito dizer-se haver uma distância abissal entre o que existe nos manuais e a vida em sociedade.

Quando o aluno pede coerência em relação ao que diz o legislador ou doutrinador e a realidade objetiva, o professor se sai com esta: " na prática a coisa é bem diferente."

Ora, a reflexão vem à tona porque não se pode aceitar que uma decisão exarada pela Corte Suprema seja jogada à execração pelos apreendizes e pelos mestres em ditadura.Esses ditadores, que assumiram o plantão e os que se foram para outras plagas costurar discursos mentirosos e arrotar empáfias, haverão de estudar mais ciências humanas para tangenciarem o sentido mais profundo da locução "servidor público". Pensam eles, na sua santa ignorãncia, que são os donos do poder, como dizia Raimundo Faoro.

Mal percebem que servidor público é aquele que trabalha para tornar melhor e mais cômoda a vida do jurisdicionado. Por evidente, não basta a esmola eleitoreira, manobra de homens públicos sem compostura. Há outras verdades embuçadas...

Quando se abre a Constituição da República no Preâmbulo, aqui se lêem os programas e objetivos do Estado que surgiu no dia 5 de outubro de 1988.

Em seguida, no art. 1º, define-se o Estado brasileiro e alinham-se cinco fundamentos da República Federativa do Brasil. Um deles aponta para o o respeito À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.

Daí por diante, enfileiram-se normas constitucionais comoventemente belas. Só que a nós nos parecem discurso oco, retórica cinicamente derramada, promessas programáticas vãs, que despertam exegeses hipócritas e deixam o povo cada vez mais embasbacado...

Da minha parte, montado no nihilismo sagrado de quem vive em sociedades como a brasileira, cedo perdi a crença não no direito, mas na sua aplicabilidade em países da América Latrina, em que grassa hiperbólica ignorância, que outorga poder a legisladores cínicos e salafrários, administradores incoerentes, mentirosos e dissimulados, sem contar com julgadores pulsilânimes que não confiam na força do direito...

Caro Telmo, se não advogo com mais veemência não é porque me falte tempo ou preparo.E,sim, por vergonha, por ver a aplicação do direito sendo vilipendiada pelos discursos mendazes e pelas manobras de toda sorte, costuradas em gabinetes de homens suspeitos...

Ciência fruto do gênio latino-germânico, o direito é ciência imprescindível, sobremaneira por ser o homem animal gregário e, portanto, ter necessidade de ter seu comportamento regido por um corpo de normas que emprestam equilíbrio à vida em sociedade. Isso aí é discurso didático, pois, no Brasil, desculpem-me a franqueza, muita gente confunde o direito com a arte de engabelar, de enrolar, de tingir os negócios jurídicos com a tarja da falta de vergonha.

Ainda assim acredito que o piso salarial, conquistado a duras penas, arrostando a empáfia de governantes e outros bichos da mesma fauna, há de ser reconhecido à nobre classe dos professores da Uece não porque aquelas figuras execráveis são boazinhas, mas por que ante a força deles há a força da espada e o equilíbrio da balança de que nos fala Iering na obra A Luta pelo Direito.

Com admiração e afeto.

Do amigo Hugo.

Estamos sob o pálio do art. 5º, IV da Carta Política.

Comentário do blog: parabéns Hugo pela veemência de seu texto. Obrigado por prestigiar o blog. Vamos à luta, companheiro. Nada nos deterá.

MENSAGENS RECEBIDAS


EDIÇÃO DE HOJE, DOMINGO, DIA 04 DE NOVEMBRO DE 2007
Queridos amigos, queridas amigas

Neste final de semana prolongado recebemos algumas mensagens de colegas e vamos reproduzí-las em destaque..
De Gadanha:

ANALOGIA DE VINTE ANOS

Conforme nos rememorou o prof. Mourão no artigo: "Enfim, a justiça" Antonio Mourão Cavalcante em OPOVO - 27/10/2007. A atitude do então chefe do Executivo, originador da Ação Trabalhista, chamada de Piso Salarial, é análoga a do atual chefe e seus comparsas que procuram empurrar com suas grandes barrigas burocráticas a administração dos funcionários do Estado. Essas barrigas proteladoras, com seus intestinos cheios de artimanhas, enterram nos campos da política os dejetos do que mais poderiam se envergonhar. Política ao invés de ser a arena de determinação de prioridades sociais, continua sendo, como já há vinte anos, palco da troca enrustida de favores entre os poderes caiados. Cuidemos para não nos infectarmos. Alberto Dias Gadanha.
4 de Novembro de 2007 11:17
Comentário do blog: é isso meu caro Gadanha. Barganha espúria de fazer inveja aos coronéis mais atrasados dos mais longínquos grotões. Politicalha rasteira herdada de nosso algoz primitivo. Mas, isso não vai ficar assim. Com a força da justiça e da verdade nós derrotaremos esses farsantes!!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

GOVERNO OPRESSOR APOSTA NO CAOS



EDIÇÃO DE HOJE, quinta feira, dia 01 de novembro de 2007
Companheiros e companheiras de jornada e de calvário
O não cumprimento da decisão judicial de execução é mais uma capítulo dessa interminável novela patrocinada pelo Governo do Estado e repleta de lances de crueldade: uma conseqüencia da prepotência do Governo do Estado. Às vezes imaginamos estar no estado democrático de direito. Mas, por momentos somos levados de volta aos tempos tenebrosos do passado recente.
O governo insensível dá continuidade ao infindável elenco de medidas perversas implantado no estado pelo ex-governador e hoje senador Tasso Jereissate (com licença das palavras).
Desacata o Supremo Tribunal Federal. Afronta, de modo cruel, professores, órfãos e viúvas. Impõe o calote no melhor ou pior estilo dos coronéis do passado.
Nós não deixaremos intimidar. Não provocamos esse impasse.

Sabemos que quem está no poder julga não ter limites para atos de truculência. Sabemos também que não respeita os mais elementares rudimentos de ética. Sabemos que a guerra suja já começou. Sabemos desde o início que se tratava de uma guerra prolongada. Nunca esmorecemos!
Temos folego para lutar até o fim. O Governo aposta no cáos. Nós apostamos no império da justiça. Anima-nos a convicção de que detemos na mão uma arma que nos torna imbatíveis: a verdade.
Vamos a luta queridos companheiros. A vitória é nossa.

Vamos cobrar do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL medidas extremas para que a sua decisão seja cumprida em toda a sua inteireza.

Paciência tem limites!!! CANSAMOS DESSA FARSA. REPUDIAMOS A PERSEGUIÇÃO!

ESTAMOS E VAMOS CONTINUAR NA TRINCHEIRA DE LUTA!!!
EXIGIMOS O CUMPRIMENTO DA JUSTIÇA A QUALQUER CUSTO!!!
NÃO FICARÁ IMPUNE QUEM AFRONTA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VEM CHUMBO GROSSO POR AÍ!!!
QUEM VIVER VERÁ!!!

Um abraço solidário!!!
Estamos no Sindesp. Vai lá!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

CONFIRMANDO A REUNIÃO DE QUINTA



EDIÇÃO DE HOJE, quarta feira, dia 31 de outubro de 2007
Caríssimos amigos, caríssimas amigas

Lembramos que amanhã, quinta feira, vai acontecer mais uma de nossas reuniões. Hoje conseguimos contacto com o prof. Boaventura e esperamos o seu compareecimento na reunião de amanhã. Lembre-se a reunião começa as dez horas. Vamos tentar saber das últimas notícias.

Hoje fomos informados que em alguns lugares o contracheque de outubro não foi entregue e não há previsão para sua chegada. Mas, poderá ser obtido junto ao site da SEPLAG. Basta enviar um e-mail e receber uma senha para obter a partir daí o contarcheque. Vamos confirmar estas informações daqui a pouco. Voltaremos logo mais.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

ESPERE UM POUCO MAIS...


EDIÇÃO DE HOJE, terça feira, dia 30 de outubro de 2007

Queridos amigos, queridas amigas
Ainda estamos no compasso de espera. A espera agora é por novas e seguras informações. Temos tentado contactar o presidente do SINDESP e não recebemos retorno. Outras fontes silenciaram.

No entanto, se isto fizer parte de uma estratégia, a estratégia do silêncio, e nos favorecer, vamos procurar entender.

De qualquer modo, continuamos antenados e vigilantes. Esperamos que o silêncio seja rompido com uma boa notícia. A ação está ganha. A decisão do Supremo Tribunal é irreversível. Não há mais ritos demorados a ser cumpridos. Estamos vivendo os últimos dias de nosso calvário. Diz o adágio "não há mal que sempre dure..."
Estamos reféns da mesma angústia. Estamos solidários na expectativa, olhos fitos no amanhã. Um novo alvorecer de paz, de muita alegria, de mais conforto. A certeza da vitória definitiva é a seiva que nos alimenta. Nenhuma atitude de força vai nos quebrantar o ânimo.

Somos imbatíveis porque temos na mão uma arma poderosa: a razão.

Por isso, companheiros e companheiras, muito ânimo. Para frente e para o alto. Já vencemos. Falta pouco, muito pouco para brindarmos nossa vitória: a vitória dos justos.
A calmaria deve nos levar a um porto seguro como aconteceu com o navegador que um dia "descobriu" essa terra maravilhosa ( apesar de maus políticos) que é o Brasil.

Portanto, companheiros e companheiros, coragem.
Somos tripulantes de um mesmo barco que afronta intrépido o mar revolto das mesquinharias. A nossa convicção manterá o barco no rumo certo. A nossa força da razão impedirá seu naufrágio. O farol da justiça e da verdade orientará seu percurso, livrando-o dos traiçoeiros obstáculos desse oceano de artimanhas e falácias. E, se nos mantivermos organizados e solidários chegaremos em breve, incólumes, ao porto seguro.

Um grande abraço solidário.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Há algo no ar...




EDIÇÃO DE HOJE, segunda feira, dia 29 de outubro de 2007




Queridos amigos, queridas amigas




Uma cortina de silêncio está posta ente nós e o que ocorre nos bastidores do TRT.


Às vezes, por razões estratégicas, é necessário que as ações sejam sigilosas embora isso possa aumentar a nossa ansiedade. Mas, que esperou tanto pode esperar mais um pouco. Não há o que temer. Somos vitoriosos e a consolidação de nossa vitória é apenas uma questão de tempos.


Tenhamos um pouco de paciência.


Nada pode acontecer de pior. Pior que a tal liminar que sustou a implantação do PISO. As nuvens negras estão se dissipando. Não vamos especular, mas já há sinalizações positivas.


E como diria o querido Aparício Torreli, o Barão de Itararé: há algo no ar que não são só aviões de carreira.


Aguardemos mais um pouco. Depois da borrasca, os dias de bonança virão.


Uma boa semana, um grande abraço para todos.


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Lembramos a todos que, amanhã, terça feira, dia 30 de outubro, será rezada a missa em sufrágio da alma da Profa. Maria Liduina Aguiar as 16 horas no Espaço Cultural da PRAE (antigo Elefante Branco), próximo ao Restaurante Universitário.

sábado, 27 de outubro de 2007



EDIÇÃO NOTURNA DE HOJE, sábado, dia 27 de outubro de 2007


Caríssimos amigos, caríssimas amigas

Chegamos ao final de mais uma semana nessa extensa caminhada que já dura vinte anos.

O prof. Mourão nos lembra hoje (vide postagem anterior) uma promessa de campanha de 1986, escrita e assinada pelo então candidato cujo nome não ousamos escrever neste espaço em respeito a nossa categoria.

Empossado, ato contínuo, programou e perpetrou um extenso elenco de perseguições contra o funcionalismo público estadual. Demitiu sumariamente milhares de professores do ensino da rede pública do Estado. Enviou equipes para o Interior do Estado para, nos fins de semana, de maneira sorrateira, promover uma pretensa "caça às bruxas", no melhor estilo dos tempos do macartismo, embora a motivação não fose ideológica: era a sua ojeriza à categoria de servidores públicos. Quase todos os professores demitidos voltaram através de liminar na justiça. Perseguiu funcionários do DERT e da EMATERCE. Perdeu na justiça e teve que pagar.

E o nosso PISO?
Depois de três meses de implantação, o referido senhor todo poderoso, fez letra morta da lei e do decreto do Governador Gonzaga Mota. E, até hoje estamos nessa luta insana pela reconquista de nossos direitos.

Agora, com o processo definitivamente julgado e transitado em julgado em sentença histórica e inapelável do Supremo Tribunal Federal, o governo atual, êmulo do nosso algoz, de modo truculento desacata uma decisão judicial.

Mais que isto: pede prazo para a implantação e utiliza, de má fé, esse prazo para entrar com uma manobra e tentar dar uma rasteira na justiça.

Para o governo, agora está valendo tudo. Não há mais respeito às fronteiras impostas pela ética. (ética? o que é isto?)
Vale sofismar e traduzir a decisão do Supremo dentro da conveniência, sem convicção, da PGE. Valem manobras que vão além dos limites do judiciário. Vale o cinismo de afirmar que nós vamos "quebrar o estado". Pobrezinho! Por que a oligarquia, que se mantém no poder desde 1987, não pensou nisto antes?
É o jogo bruto e desleal ditado pelo desespero de quem sabe que perdeu e não acata a derrota.

A nós, cabe-nos resistir. Afinal somos formadores de opinião e temos muita saúde e disposição para investir nessa causa.

Na segunda feira estaremos na sala de aula, espaço privilegiado do exercício de nossa função. É-nos assegurada pela constituição federal a liberdade de cátedra. É de nossa responsabilidade trabalhar na sala de aula muito mais que os conteúdos específicos de cada disciplina. Temos que exercer e estimular a prática da cidadania. Denunciar os maus tratos que têm sido impostos às nossas Universidades Estaduais. As humilhações contra os seus docentes. Denunciar a lógica cruel que está por trás do sucateamento de nossas universidades: a pretensão não disfarçada de entregá-las à própria sorte e convencer a sociedade cearense de que a "salvação" das universidades públicas estaduais passa pela sua privatização.

E a privatização já começou. Das três universidades, a menos contaminada é justamente a maior de todas: a UECE.

Vamos reagir! Somos multiplicadores. A sala de aula é nossa tribuna. Vamos arrancar a máscara daqueles que tripudiam sobre a universidade, humilham seus servidores e docentes e afrontam a justiça.

O povo paga impostos em escala mais que suficiente para que os profissionais da saúde e da educação sejam razoavelmente remunerados.

No percurso entre o povo, que paga os mais altos impostos do mundo, e os profissionais da saúde e da educação, encontra-se um governo insensível que dilapida e desvia boa parte dos recursos para aquilo que ele elege, a seu modo, como "prioridade".

Vamos reagir! A sala de aula é espaço de formação de cidadãos. Vamos formar uma grande frente de multiplicadores envolvendo nossos alunos e seus familiares em torno de uma grande bandeira contra a privatização das universidades estaduais do Ceará e em defesa de nosso legítimo direito a um salário digno consagrado pelo Supremo Tribunal Federal.

O PISO SALARIAL é inegociável.
Uma boa semana para todos!!!

FALA, PROF. MOURÃO


EDIÇÃO MATUTINA DE HOJE, sábado, dia 27 de outubro de 2007

Caríssimos amigos, queridas amigas

Reproduzimos aqui, na íntegra, o artigo do prof. Antonio Mourão Cavalcante publicado hoje na pagina de opinião no jornal O POVO.


Enfim, a justiça
Antonio Mourão Cavalcante
27/10/2007 00:46


Uma carta circular foi enviada a todos os professores. Estávamos em plena campanha eleitoral. Pró-mudanças. Tasso aparecia como a grande novidade da política cearense. Eram os "meninos" do CIC propondo uma nova perspectiva para o Ceará. Tenho essa carta guardada. Era endereçada aos professores da Universidade Estadual do Ceará (UECe), reafirmado o compromisso de manter o piso salarial determinado pelo governador Gonzaga Mota.

Poucos meses depois de empossado, com a caneta na mão, Tasso mudou de rumo. Nada de piso salarial. Foi chibata pura. A surpresa foi geral. O único recurso, num estado de direito, foi acionado. Os professores recorreram à Justiça. Foram longos anos de luta. De vai-e-vem. De recursos. Enfim, tudo aquilo que conhecemos como protelatório. Mais de vinte anos de peleja. O protesto/processo caminhou por todas as instâncias judiciais, na velocidade que se pode imaginar. Muitos colegas não viram o resultado dessa batalha judicial.

Só que tudo tem fim. E, o Supremo Tribunal Federal, onde não cabem mais recursos, reconheceu o direito dos mestres. Justiça no fim do túnel. O que se chama em linguagem jurídica: transitado em julgado. Isto é, não tem mais para quem apelar.

A juíza das execuções penais - pois agora está em fase de execução - determinou bloqueio das contas bancárias da instituição, além de responsabilizar todo e qualquer agente administrativo que empeça a realização de tal desiderato.

Há uma semana as contas da Universidade estão bloqueadas. Não pode dispor de qualquer recurso financeiro, enquanto não liquidar essa pendência judicial. Os professores, só depois de muitos anos - décadas ! - veêm reconhecido o direito que lhes foi castrado.

Vir o Governo, agora, chorar queixas e dizer que não tem dinheiro para pagar, parece uma desculpa ridícula. O governo sabia dos riscos que corria, patrocinando insistentes e protelatórias manobras para impedir um direito que a Justiça maior do país considerou como legítimo.

Decisão judicial, ditam os manuais de direito, não se discute. Cumpre-se.

Quanta à carta de Tasso, guardo-a como relíquia. Virou documento histórico.

Antonio Mourão Cavalcante - Médico e antropólogo. Professor Universitário
Comentário do blog; Não há o que comentar. Voltaremos mais tarde.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

NÃO PODEMOS BAIXAR A GUARDA


EDIÇÃO NOTURNA DE HOJE, quinta feira, dia 25 de outubro de 2007
Quando a verdade for chama
nos olhos da multidão
o que em nós é palavra,
no povo será ação
(Thiago de Mello)
Caríssimos amigos, caríssimas amigas
Amanhã teremos a nossa reunião semanal. Com certeza teremos novidades. Durante a semana algumas providências foram encaminhadas.
Não estamos parados nem acomodados. É verdade que durante a reunião de sexta a má noticia da liminar concedida na segunda instância conseguiu entristecer alguns companheiros e algumas companheiras. A reação foi de decepção. Mas, não semeou o descrédito.
Adia a implantação, mas não tem o poder de anular uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Estamos no estado democrático de direito.

O governo faz alarde quanto à repercussão financeira da implantação porque não quer conhecer a realidade. Na UECE o número real de substituídos (os que têm direito à implantação do PISO) não chega a 800. Ao longo de 20 anos muitos colegas sairam para o doutorado e se exoneraram da UECE. Foram para a UFC ou para outras IES que pagavam melhor. Alguns faleceram e não deixaram pensionistas. Outros se retiraram da ação, por imposição do governador da época, para garantirem a nomeação para algum cargo comissionado. A SEPLAG detém todas estas informações e faz questão de escondê-las para superestimar o impacto gerado pela implantação do PISO.

As vezes, em um assomo de cinismo, alegam que vamos "quebrar o estado". Conversa fiada!!! Os empréstimos vultosos concedidos, através do BEC, a empresas fantasmas que nunca efetivamente se instalaram no Ceará, são muito mais significativos e nunca quebraram o estado. Lembremos só o caso da GURGEL que construiu um galpão na BR-116, em frente ao posto da Secretaria da Fazenda, e nunca montou nem um carrinho de mão.
Podemos perguntar e temos o direito de saber: o que foi feito do dinheiro arrecadado com a venda do BEC e com a venda da COELCE?
Queremos um salário digno. Outras categorias vinculadas ao estado não obedecem o teto estadual. Por que os professores das Universidades Estaduais não podem ser bem remunerados?

Discriminação! Pura discriminação! Obscurantismo medieval!

Nós temos segurado nos ombros essas Universidades esquecidas e abandonadas por sucessivos governos. Temos trabalhado duro. Merecemos uma remuneração justa a altura de nossas necessidades para uma vida digna.

Não temos cartões corporativos. Não temos mordomias. Não temos casa e comida às custas do erário. Boa parte de nosso salário é subtraida pelo imposto de renda (renda?) cujo retorno não se faz sentir nas nossas vidas e por uma previdência(previdência?) que não funciona para assistência médica obrigando-nos a pagar planos saúde caros para nós e nossos familares.

Que governo é esse, que desacata as determinações judiciais e usa subterfúgios para praticar abertamente o calote e humilhar os professores das universidades públicas do estado sonegando o salário que lhes é de direito?

Cabe-nos uma reflexão e mais que isso muita ação. Vamos reagir. Unidos e organizados seremos imbatíveis. Não podemos recuar. Vamos lutar até o fim, denunciando as arbritariedades do governo na sala de aula, no nosso convívio social, nos organismos nacionais e internacionais de direitos humanos.

OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER! VENCEREMOS!!!

CONFIRMADA A REUNIÃO DE AMANHÃ



EDIÇÃO PRELIMINAR DE HOJE, quinta feira, dia 25 de outubro de 2007


Caríssimos amigos, caríssimas amigas


Amanhã, sexta feira, acontecerá nossa reunião semanal no SINDESP as 10:00 horas. Compareçam. Venham se inteirar das últimas providências que foram tomadas.

Voltaremos logo mais a noite na edição do dia.

Até lá.