
AUMENTO DIFERENCIADO GERA
INSATISFAÇÃO
Funcionários ativos, inativos e pensionistas do Estado terão a partir de 1º de julho, reajuste médio geral de 3,55%, próximo ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), acumulado nos últimos 12 meses. Com impacto mensal da ordem de R$ 15,3 milhões na folha de pagamento do funcionalismo, o reajuste contemplou com índices diferenciados 34.110 mil professores da educação básica, 2.359 docentes do ensino superior e os policiais civis e militares, de patentes menores.´O reajuste não incidirá sobre os 5.435 cargos comissionados´, avisou a titular da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), Silvana Parente. Em meio à insatifação de servidores e sindicalistas, que esperavam pela notícia na ante-sala do Palácio Iracema, ela já avisou que não há como fazer concessões, acima do anunciado. ´O lençol é curto, justificou a secretária, ao anunciar aumento de 8,3% na remuneração de 23 mil servidores que percebem o piso mínimo do Estado. Os atuais R$ 416,00, passarão para R$ 450,00.Os professores do ensino básico terão aumento total de 7%, já considerados os diferenciais aplicados sobre 12,5%, ou seja, sobre 1/8 da gratificação da regência de classe, antes denominada ´pó de giz´.
Já os 2.359 docentes do ensino superior terão abono de 40% sobre o atual vencimento, além do reajuste normal de 3,55%, o que irá importar em aumento máximo de 20%, sendo portanto, a categoria melhor ´aquinhoada´ com a política salarial da nova administração estadual.
Os policiais militares ficam com reajuste médio entre 4% e 8%, de acordo com a patente. Os praças terão 8% de aumento e os oficiais, apenas 4%. Já os policiais civis terão reajuste sobre a gratificação de atividade judiciária — não informado —, mas que, segundo o governo, somado ao reajuste geral, resultará em aumento médio da ordem de 6%.
CARLOS EUGÊNIO- Repórter
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a foto acima é do Diário do Nordeste

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