
Edição de hoje, sexta feira, dia 14 de março de 2008
Qualquer semelhança com o nosso drama é mera coincidência
RELATO DE UM MOMENTO DE INCERTEZA E AMARGURA (MINHA COLUNA NA TRIBUNA DA IMPRENSA DE 14 DE MARÇO DE 2008)
Pedro Porfírio Sampaio
"Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente". Sócrates, filósofo grego (470 a.C. - 399 a.C.)
Para onde quer que eu olhe vejo o espectro aterrador - espectro
de uma Justiça madrasta. Plenipotenciária, inquestionável, essa instituição histórica derrama sobre meu cérebro nervoso doses cavalares de paranóia.
de uma Justiça madrasta. Plenipotenciária, inquestionável, essa instituição histórica derrama sobre meu cérebro nervoso doses cavalares de paranóia.Eu quero falar dela, mas um superego covarde me manda calar a boca. Quero dizer que vivo hoje uma sensação de impotência muito maior do que naqueles tempos que todo mundo agora condena.
Quero gritar, mas o grito fica parado no ar como se o fantasma me avisasse: cuidado, seu grito poderá ser usado contra você.Quero contar o que está acontecendo, sem usar uma só palavra indevida; quero apenas narrar a dor de uma tortura prolongada, fria, inacreditável.
Mas temo sinceramente pelas conseqüências.Não sou o único nesse universo dantesco, esse inferno sofisticado, esse pesadelo sem fim.
Não, eu não clamo só pelo uso perverso de faculdades emergenciais banalizadas, que fazem com que a Lei seja menor do que o árbitro.Lamento, sim, do fundo d'alma, pela sensação do sacrifício vão. Eu me postei diante dos tanques e disse: ofereço minha juventude pelo retorno do regime de direito, aquele baseado no sagrado princípio do CONTRADITÓRIO.
Pedro Porfírio Sampaio é cearense radicado no Rio de Janeiro onde é político e jornalista. Escreve diariamente no jornal Tribuna da Imprensa do jornalista Hélio Fernandes, irmão do Millor Fernandes.
Faz escuro mas eu canto porque a manhã vai chegar.
(Do Livro: “Faz escuro, mas eu canto” de Thiago de Mello)
(Do Livro: “Faz escuro, mas eu canto” de Thiago de Mello)
"E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar
de que a gente nem sabe..."
(da Marcha da Quarta Feira de Cinzas de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes)
Nenhum comentário:
Postar um comentário