QUERIDOS AMIGOS, QUERIDAS AMIGAS
Fedro foi um fabulista romano (século I d. C.)[1] nascido na Macedônia, Grécia. Filho de escravos, foi alforriado pelo imperador romano Augusto[1]. Seu nome completo era Caio Júlio Fedro (latim: Gaius Iulius Phaedrus).
A fábula, por ser uma pequena narrativa, serve para ilustrar algum vício ou alguma virtude e termina, invariavelmente, com uma lição de moral. A grande maioria das fábulas retratam personagens como animais ou criaturas imaginárias (criaturas fabulosas), que representam de forma alegórica os traços de caráter (negativos e positivos), de seres humanos.
Coube a Fedro, quando iniciou-se na literatura, enriquecer estilisticamente muitas fábulas de Esopo, a quem se referia como criador do gênero da fábula Todas essas fábulas não estavam escritas, mas transmitidas oralmente, com o objetivo de o ensino, a fixação e a memorização dos valores morais do grupo social. Deste modo, Fedro, como introdutor da fábula na literatura latina, redigia suas fábulas, normalmente sérias ou satíricas, tratando das injustiças, dos males sociais e políticos, expressando as atitudes dos fortes e oprimidos, mas ocasionalmente breves e divertidas, explicando-nos, todavia, porque teve tanto sucesso, séculos depois, pela sua simplicidade, na Idade Média.
(Texto extraído da Wikipédia).
Para a reflexão de todos segue a fábula de Esopo adaptada por Fedro, que se aplica perfeitamente aos tempos atuais.
Leiamos agora uma das versões da fábula
O Lobo e o Cordeiro.
Um lobo e um cordeiro, impelidos pela sede, tinham vindo ao mesmo regato; o lobo estava mais acima e o cordeiro muito mais abaixo. Então o ladrão, incitado pela goela insaciável, alegou um pretexto para uma disputa.
Disse: “Porque turvaste a minha água, enquanto estou bebendo?”
O cordeiro, temeroso, respondeu: “Diga-me, por favor, como posso fazer isso de que te queixas, ó lobo? A água corre de ti para os meus sorvos.”
Aquele, desconcertado pela força de verdade, disse: “Seis meses atrás me caluniaste.”
O cordeiro respondeu: “Na verdade, há seis meses eu ainda não tinha nascido.”
“Por Hércules,” disse o Lobo, ” então foi o teu pai quem me caluniou.”
E assim ele o dilacerou, matando o cordeiro injustamente.
O cordeiro, temeroso, respondeu: “Diga-me, por favor, como posso fazer isso de que te queixas, ó lobo? A água corre de ti para os meus sorvos.”
Aquele, desconcertado pela força de verdade, disse: “Seis meses atrás me caluniaste.”
O cordeiro respondeu: “Na verdade, há seis meses eu ainda não tinha nascido.”
“Por Hércules,” disse o Lobo, ” então foi o teu pai quem me caluniou.”
E assim ele o dilacerou, matando o cordeiro injustamente.
Esta Fábula é aplicável a esses homens que, sob falsos pretextos, oprimem o inocente.
(extraído do site https://bobtorbit.wordpress.com/2014/10/10/o-lobo-e-o-cordeiro-esopo-e-fedro/)
Fiquemos agora com Ivan Lins

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