
Vamos reproduzir abaixo comentários feitos por colegas professores da UECE.
Muito bem lembrado professor Mourão. As Universidades Estaduais do Ceará poderiam ser a Ponta de Lança da Inteligenzia e da Cultura para o Brasil e para o Mundo, como o disse o Professor Eduardo Braga em Audiência Pública na Assembléia Legislativa. A visão estadista das autoridades poderia preparar essa missão libertadora da nossa juventude. No entanto, as autoridades do legislativo, judiciário e executivo não estão muito atentas a potência da UECE. Durante vários anos com verbas do PNUD das Nações Unidas e respaldo de Convênio com a Universidade de Québec,a UECE realizou Programas Aperfeiçoamento Gerencial e Técnico para funcionários do EstadoÉ bem verdade que o atual chefe do executivo recebeu uma Dívida Trabalhista de 20 anos de desgoverno social no Ceará, que a custo de sua honra pessoal e sobrevivência política, procura prorrogar para o ano de 2008. Pela prorrogação da Reimplantação do Piso Salarial, o Estado estaria dando um calote de 12 meses de folha da UECE no valor de 3,7 milhões de reais por mês. Sugerimos aos empresários da Indústria e do Comércio do Estado, com dívidas trabalhistas, que contratem a Consultoria Jurídica dos procuradores do Estado e a Consultoria Gerencial dos secretários do Governo para poderem diminuir seus custos trabalhistas de final de ano e valorizar suas ações no mercado. O procurador e a secretária estão conseguindo estender esse calote desde 15 de setembro de 2007, data da Ordem de Execução driblada por essas feras de competência em consultoria.
Professor Mourão, a falta de visão da missão da universidade na sociedade cearense parece que se alia à falta de visão de estadista para um governo que em troca de uma diminuição temporária de custos, arrisca perder sua moralidade civil ao impedir o cumprimento de Ordem do Supremo Tribunal Federal. Perde a Universidade porque continua sendo tratada com descaso, perde a sociedade que poderia ter a sua disposição profissionais motivados, perde a atual administração que talvez repita a não administração do Ensino Superior de seus antecessores.
Alberto Dias Gadanha
comentário 2
Professor Mourão, concordo com sua opinião e aproveito para destacar a angústia de uma mãe que necessita para seus filhos uma educação superior pública de qualidade. Os srs deputados Moésio Loiola e Teodoro em suas falas no plenário AL, não tiveram a coragem de se pronunciar como representantes da educação superior do capitalismo privado ao sugerirem que as universidades públicas estaduais fossem federalizadas. Sabemos que seus interesses visam a privatização do ensino superior, o que já está acontecendo com a UVA que pertence ao sr Teodoro. Entende-se por que o nobre deputado Teodoro não luta pela federalização da UVA, pois ela já se encontra em quase sua totalidade privatizada e o pior às custas de uma camada da sociedade que vive em situação financeira bastante dificíl que muitas vezes não tem como pagar e fica mais endividada com empréstimo e por ai vai. Na outra ponta se encontra o governo do Estado com seus serviçais burlando o cumprimento de uma ordem do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A sra Silvana Parente na sua fala na audiência pública na AL comentou que tudo era por causa do "vil metal". E pergunto quem está tentando reter em seus cofres esse vil metal que nesse caso do STF pertence aos professores das universidades públicas estaduais?Não se pode fazer de conta que se administra, nem se pode jurar perante toda uma sociedade, que vai cumprir a constituição se nos primeiros meses, ao receber uma ordem do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, numa ação transitada em julgado, o próprio governador rasga essa constituição desrespeitando a Corte Suprema da Justiça da Nação. O governador desrespeita a sociedade para a qual ele se comprometeu administrar ao impedir que os professores recebam o que ganharam de volta, aquilo que lhes foi tirado durante 20 anos, o seu piso salarial. Sem a valorização das universidades públicas, nós da sociedade estaremos sempre à margem do conhecimento e à mercê da exploração do ensino público pelas mãos dos capitalistas selvagens de plantão que fazem da educação mais um negócio, mais uma forma de aumentarem seus lucros.
Ana Maria Cordeiro Teixeira
Gilberto Telmo Sidney Marques
____________________

Um comentário:
Uma anti-lição de democracia e cidadania: um exemplo que não deve ser seguido
Apesar de ter a compreensão histórica que a arrogância colonial está infiltrada no sangue dos nossos governantes, torcia, embora um tanto descrédula, que o Governo do Estado do Ceará respeitasse uma decisão tramitada e julgada o mérito pelo Supremo Tribunal Federal. Isto porque aprendi nos bancos escolares da democracia republicana que o governo é composto por três poderes independentes entre si: executivo, judiciário, legislativo.Além do mais, aprendi também que a cidadania incorpora três dimensões: civil, política e social. E que o direito à justiça é um direito constitucional sagrado.
Pois bem,na condição de professora estou vivendo um dilema intelectual e existêncial,não sei mais dizer para os meus alunos qual é o regime constitucional que ampara as decisões do Governo do Estado do Ceará, haja vista que o mesmo desrespeitou frontalmente a uma decisaõ do STF.O que estou assistindo é um verdadeiro espetáculo de violência,à luz do dia, ao Estado de Direito Democrático por parte dos poderes locais vigentes. O Brasil todo precisa tomar conhecimento desse fato para não correr o risco, no futuro, de ver o retorno de antigos regimes ditatoriais. Seria um retrocesso histórico sem precedentes.O cidadão cearense está hoje de luto, órfão da justiça e refém da tirania despudorada dos seus gestores. Os professores das universidades públicas estaduais estão acuados,sob a mira de governantes autoritários e prepotentes. Felizmente naõ estamos mortos. E é com o triunfo da vida que estamos lutando, reivindicando para que nossos direitos constitucionais sejam restabelecidos. Resta ainda para o conjunto de professores a tarefa de ensinar para nossos alunos que essa "lição"de força e desreipeito às leis vigentes do país não deve ser seguida. Isso não é comportamento de um cidadão civilizado, e sim dos Fernandinhos Beira Mar da vida.O exemplo que está sendo dado pelo governo é uma anti-lição democrática, é uma anti-lição de cidadania.
Sandra Melo
Postar um comentário